14 de junho de 2009

A religião romana


“Os Romanos viviam rodeados de deuses: cada uma das suas acções, cada momento da sua vida, estava ligada a uma divindade…”
Roma, Mil anos de Poder e Glória , As grandes Civilizações, Selecções do Reader’s Digest

"É pela religião que nós vencemos o Universo" – Cícero

Os Romanos imploram os deuses " não para os honrar, não para lhes obedecer, mas para os submeter aos seus desejos". - J. Chevalier

A religião na Roma Antiga caracteriza-se sobretudo pelo politeísmo, e foi influenciada por elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. A religião romana tem origem nas crenças etruscas, gregas e orientais que foram paulatinamente incorporadas nos costumes tradicionais e adaptados às necessidades da população.
Para os romanos, os deuses, eram antropomórficos, ou seja, tinham forma humana e possuíam características de
seres humanos. Acreditavam que os deuses tinham a capacidade de controlar a todos os aspectos da vida, e criaram deuses para praticamente todas as actividades e locais.
A religião sempre teve uma grande importância para o povo romano, principalmente para os militares: se os deuses não estivessem satisfeitos, perderiam a batalha Deste modo, antes de travarem qualquer combate, os áugures efectuavam sacrifício a fim de apaziguar e contentar os deuses. Alguns dias do calendário considerados nefastos, eram evitados para travar batalha. Mesmo em período de paz, o culto dos deuses não era negligenciado: servia como mais um dos elementos da rotina das legiões.
O Estado romano proclamava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo,
Júpiter, Marte, ou Minerva.

Estes estavam agrupados em quatro grandes grupos: os Lares - deuses domésticos – os Penates – deuses das refeições – os Manes – almas dos antepassados – e os deuses públicos.
Para agradar aos seus deuses os Romanos praticavam diferentes formas de culto:
à Os sacra familiaria ou Culto doméstico: era feito aos deuses domésticos, e realizava-se em pequenos altares construídos dentro de casa, sendo este dirigido sempre pelo chefe de família – os Paterfamilias.

à Culto Público: consistia na homenagem pública dos deuses em templos e dirigido por sacerdotes para benefício de todo o povo. Este tipo de cultura apenas era praticado nos dias fixados num calendário feito pelo Pontifex Maximus.
Como os habitantes do Império eram essencialmente compostos por classes populares, culto público visava sobretudo as suas principais preocupações: a fecundidade e a vitória nas batalhas.
A maior parte das cerimónias eram realizadas em sítios onde se acreditava ter sido revelada a presença da divindade, como por exemplo, nos bosques sagrados e em algumas fontes. Por influência etrusca e grega construíram-se mais tarde edifícios chamados, consoante a importância: Aedes; Templum; Fanum; Delubrum; Sacellum.
Motivos nacionais e religiosos podiam influenciar a localização dos santuários (enquanto os deuses nacionais se introduziam na cidade, no Pomerium, os deuses estrangeiros ficavam geralmente fora deste limite sagrado)
Na maior parte dos templos existiam lápides gravadas com as normas dos ritos a celebrar, as chamadas leges templorum. Apenas as cerimónias mais pequenas se celebravam no interior dos templos; as mais importantes, como os sacrifícios, eram celebradas num altar ao ar livre, em frente do templo da divindade (uma vez que os templos eram dedicados apenas uma deidade).
Mas para além do já referido, eram organizados banquetes, procissões e jogos públicos para honrar os deuses.
Acreditavam na imortalidade da alma, pelo que realizavam cerimónias fúnebres e construíam túmulos.
A partir do I d.C. , passou a ser obrigatório o culto ao imperador (Rex Sacrorum) em todo o mundo romano.
Na mesma altura surgiu o Cristianismo, que embora começa-se por ser violentamente perseguido, acabou nos finais do século IV, por se tornar a religião oficial do Império
.

30 de abril de 2009


A Basílica


Num dos lados do fórum encontrava-se uma espécie de câmara municipal, a que chamavam basílica.
No interior costumava haver uma estátua do imperador e um tribunal. Adjacente à Basílica encontrava-se a cúria (local onde os conselheiros se reuniam para aprovar as leis locais ou para discutir a cobrança dos impostos).


    A mulher romana

    • Nesta época as mulheres eram conhecidas pelos seus extravagantes penteados.


    • Deviam ser boas mães e, ocupavam-se dos trabalhos domésticos.
    Homens e rapazes
    Os adolescentes das famílias ricas aprendiam a saber falar em público ou a apresentar um caso em tribunal. Eram os pais que ajudavam os filhos a começar uma carreira politica nos negócios ou no direito.

    A escola


    Eram muito poucos os privilegiados que aprendiam a ler a escrever. Eram ensinados pelo pai ou por um tutor contratado, geralmente um pedagogo grego. Na escola as crianças aprendiam aritmética, a ler e a escrever latim e grego. Aprendiam as obras de poetas e escritores famosos como Homero e Virgílio; tinham de ser decoradas os erros e o mau comportamento eram punidos com castigos cruéis. As aulas começavam ao amanhecer. A maioria das crianças não gostava de ir à escola.




    AS CRIANÇAS ROMANAS

    Sempre que uma criança nascia, esta era colocada aos pés do seu pai. Se a aceita-se na família pegava-a ao colo.
    Muitas famílias pobres por não terem meios para alimentar mais uma boca abandonavam as crianças para morrerem ou serem recolhidos por estranhos.
    Muitas crianças nasciam escravas começando a trabalhar por volta dos 6 ou 7 anos de idade.
    Os filhos de famílias livres e vulgares tinham poucas hipóteses de frequentar uma escola pois tinham de ajudar os pais no trabalho assim que tivessem idade suficiente para desempenhar pequenas tarefas.

    Madeira e Florestas
    As florestas tinham uma enorme importância para o Império. Abatiam-se árvores para a construção e para obter combustível destinado a cozinhar e aquecer as casas e os grandes balneários públicos











    A vida em Roma
    “ A vasta maioria dos habitantes da cidade vivia em casas mal iluminadas e parcamente mobiladas, na sua maioria arrendadas. Os blocos de apartamentos e outros alojamentos estavam cobertos de letreiros anunciando habitações vagas(…)
    A maioria das famílias, sem acesso aos esgotos, transportava os despejos domésticos – ou limitava-se a atirá-los pelas janelas, sem vidros, directamente para a rua(…).
    Os Romanos viviam, negociavam e comiam na rua, e os mais pobres cozinhavam ao ar livre, em fogões e fogareiros portáteis. Também se vendia comida cozinhada em bancas.”
    História da Vida Quotidiana,
    Selecções Reader’s Digest

    A
    agricultura
    Romana


    A grande maioria da população, do Império Romano, estava concentrada nas zonas rurais (campo) e a sua principal actividade económica era a agricultura. Esta estava dependente das condições climáticas e das características da região. Os principais produtos agrícolas eram os cereais (nomeadamente o trigo), havia, para fazer o vinho, e a oliveira para o azeite e para as azeitonas de mesa. Nesta altura, o azeite era um produto essencial, não só na cozinha mas também era usado nas candeias para a iluminação e mesmo para a higiene.

    Os campos não tinham uma topografia regular. Os romanos eram responsáveis por alguns problemas ambientais (embora muito menos, do que nós hoje em dia) com excessivo pastoreio e o esgotamento dos solos.

    23 de abril de 2009

    PRINCIPAIS DEUSES ROMANOS


    Esculápio, deus da medicina




    Plutão, deus do submundo e das riquezas dos mortos





    Neptuno, deus dos mares


    Minerva, deusa da sabedoria




    Mercúrio, deus mensageiro





    Marte, deus da guerra e Vénus, deusa da beleza e do amor





    Júpiter, deus dos deuses, senhor do Universo e Juno,  esposa de Júpiter , deusa da força vital, deusa dos deuses




    Fortuna, deusa da riqueza e da sorte




    Diana, deusa da caça muitas vezes relacionada com os ciclos da Lua





    Cupido, deus do amor
    Baco, deus das festas, do vinho, do lazer e do prazer