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5 de novembro de 2009

Sociedade Romana II

Os principais grupos sociais  eram os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos.


Patrícios: eram os grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam desempenhar altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.

Clientes: eram os  homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em troca de auxílio económico e proteção social. Constituíam ponto de apoio da denominação política e militar dos patrícios.

Plebeus: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas.

Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de alugar seus serviços. Poderiam eventualmente ser libertos, pela paga dos serviços prestados.

14 de junho de 2009

A religião romana


“Os Romanos viviam rodeados de deuses: cada uma das suas acções, cada momento da sua vida, estava ligada a uma divindade…”
Roma, Mil anos de Poder e Glória , As grandes Civilizações, Selecções do Reader’s Digest

"É pela religião que nós vencemos o Universo" – Cícero

Os Romanos imploram os deuses " não para os honrar, não para lhes obedecer, mas para os submeter aos seus desejos". - J. Chevalier

A religião na Roma Antiga caracteriza-se sobretudo pelo politeísmo, e foi influenciada por elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. A religião romana tem origem nas crenças etruscas, gregas e orientais que foram paulatinamente incorporadas nos costumes tradicionais e adaptados às necessidades da população.
Para os romanos, os deuses, eram antropomórficos, ou seja, tinham forma humana e possuíam características de
seres humanos. Acreditavam que os deuses tinham a capacidade de controlar a todos os aspectos da vida, e criaram deuses para praticamente todas as actividades e locais.
A religião sempre teve uma grande importância para o povo romano, principalmente para os militares: se os deuses não estivessem satisfeitos, perderiam a batalha Deste modo, antes de travarem qualquer combate, os áugures efectuavam sacrifício a fim de apaziguar e contentar os deuses. Alguns dias do calendário considerados nefastos, eram evitados para travar batalha. Mesmo em período de paz, o culto dos deuses não era negligenciado: servia como mais um dos elementos da rotina das legiões.
O Estado romano proclamava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo,
Júpiter, Marte, ou Minerva.

Estes estavam agrupados em quatro grandes grupos: os Lares - deuses domésticos – os Penates – deuses das refeições – os Manes – almas dos antepassados – e os deuses públicos.
Para agradar aos seus deuses os Romanos praticavam diferentes formas de culto:
à Os sacra familiaria ou Culto doméstico: era feito aos deuses domésticos, e realizava-se em pequenos altares construídos dentro de casa, sendo este dirigido sempre pelo chefe de família – os Paterfamilias.

à Culto Público: consistia na homenagem pública dos deuses em templos e dirigido por sacerdotes para benefício de todo o povo. Este tipo de cultura apenas era praticado nos dias fixados num calendário feito pelo Pontifex Maximus.
Como os habitantes do Império eram essencialmente compostos por classes populares, culto público visava sobretudo as suas principais preocupações: a fecundidade e a vitória nas batalhas.
A maior parte das cerimónias eram realizadas em sítios onde se acreditava ter sido revelada a presença da divindade, como por exemplo, nos bosques sagrados e em algumas fontes. Por influência etrusca e grega construíram-se mais tarde edifícios chamados, consoante a importância: Aedes; Templum; Fanum; Delubrum; Sacellum.
Motivos nacionais e religiosos podiam influenciar a localização dos santuários (enquanto os deuses nacionais se introduziam na cidade, no Pomerium, os deuses estrangeiros ficavam geralmente fora deste limite sagrado)
Na maior parte dos templos existiam lápides gravadas com as normas dos ritos a celebrar, as chamadas leges templorum. Apenas as cerimónias mais pequenas se celebravam no interior dos templos; as mais importantes, como os sacrifícios, eram celebradas num altar ao ar livre, em frente do templo da divindade (uma vez que os templos eram dedicados apenas uma deidade).
Mas para além do já referido, eram organizados banquetes, procissões e jogos públicos para honrar os deuses.
Acreditavam na imortalidade da alma, pelo que realizavam cerimónias fúnebres e construíam túmulos.
A partir do I d.C. , passou a ser obrigatório o culto ao imperador (Rex Sacrorum) em todo o mundo romano.
Na mesma altura surgiu o Cristianismo, que embora começa-se por ser violentamente perseguido, acabou nos finais do século IV, por se tornar a religião oficial do Império
.

23 de abril de 2009

PRINCIPAIS DEUSES ROMANOS


Esculápio, deus da medicina




Plutão, deus do submundo e das riquezas dos mortos





Neptuno, deus dos mares


Minerva, deusa da sabedoria




Mercúrio, deus mensageiro





Marte, deus da guerra e Vénus, deusa da beleza e do amor





Júpiter, deus dos deuses, senhor do Universo e Juno,  esposa de Júpiter , deusa da força vital, deusa dos deuses




Fortuna, deusa da riqueza e da sorte




Diana, deusa da caça muitas vezes relacionada com os ciclos da Lua





Cupido, deus do amor
Baco, deus das festas, do vinho, do lazer e do prazer

Religião Romana


Desde os tempos da fundação de Roma, havia a crença em muitos deuses. Ao longo dos séculos, os romanos assimilaram numerosas influências religiosas. No princípio, as divindades eram cultuadas nos lares e, com a consolidação do Estado, os deuses passaram a ser cultuados publicamente, com sacerdotes presidindo as cerimônias. Conquistada a Magna Grécia, os deuses romanos se confundiram com os gregos, aos quais foram atribuídos nomes latinos.
A expansão territorial e o advento do Império levou à incorporação de cultos orientais, além daqueles de origem helenística. Os romanos cultuavam, por exemplo, o deus persa Mitra, o que incluía a crença em um redentor que praticava o batismo e a comunhão pelo pão e pelo vinho.