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16 de junho de 2011

Escultura

  As obras de escultura são, em Roma, muito numerosas, multiplicam-se nos fóruns, nas ruas, nos monumentos. Os ricos adornam com elas as suas casas, quer em Roma, quer nas províncias que, em escala mais modesta, imitam a capital. Mas os escultores deixam que a criatividade dos artistas helénicos domine a produção estatuária, limitando-se muitas vezes a reproduzir réplicas de grandes obras gregas, sem no entanto deixar de imprimir nestas o seu cunho: o realismo.
Os romanos esculpem com tal realismo expressividade que nos conseguem transmitir o carácter do modelo! Estas características evidenciavam-se sobretudo no retrato romano que acentuava os defeitos, as características fisionómicas dos olhos e das sobrancelhas, da boca, do cabelo, bem como as marcas do tempo…ao contrário dos gregos que se preocupam com o idealismo e com a perfeição, os romanos não esbatem as imperfeições. A escultura teve também como último fim a glorificação do imperador.


The works of sculpture are in Rome, very numerous, multiply in the forums, in the streets and monuments. The rich adorn their homes with them, whether in Rome or in the provinces in a more modest scale, they imitate the capital. But the sculptors let the creativity of artists dominate the production Hellenistic statuary, often limiting themselves to reproduce replicas of major Greek works, without leave its imprint on these print: realism.
The Romans sculpted with such realism and expressiveness that we can convey the character of the model! These characteristics are evidenced in the picture aboveRoman accentuated the defects, the physiognomy of the eyes and eyebrows, mouth,hair, and the marks of time ... unlike the Greeks who worry about the idealism andperfection , the Romans did not blur the imperfections. The sculpture also had the last end the glorification 
of the emperor.


13 de setembro de 2010

O relevo: a paixão romana

   Os romanos não se limitavam apenas a esculpir. Queriam que as suas esculturas transmitissem o seu espírito pragmático. Para tal fizeram uso do relevo. Apesar de usarem esta técnica sobretudo para fins decorativos, deram-lhe outra função: a de narrar os feitos do povo romano e exalta as virtudes dos seus líderes. Campanhas militares, vitórias, procissões, sacrifícios religiosos e menções à paz e prosperidade dos povos do império eram os seus temas de eleição.

   Este tipo relevo, também conhecido por relevo histórico-narrativo, aparece sobretudo em construções comemorativas, no entanto também é possível encontrá-lo em edifícios públicas e em construções particulares, como sarcófagos.


5 de novembro de 2009

Sociedade Romana II

Os principais grupos sociais  eram os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos.


Patrícios: eram os grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam desempenhar altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.

Clientes: eram os  homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em troca de auxílio económico e proteção social. Constituíam ponto de apoio da denominação política e militar dos patrícios.

Plebeus: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas.

Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de alugar seus serviços. Poderiam eventualmente ser libertos, pela paga dos serviços prestados.

14 de junho de 2009

A religião romana


“Os Romanos viviam rodeados de deuses: cada uma das suas acções, cada momento da sua vida, estava ligada a uma divindade…”
Roma, Mil anos de Poder e Glória , As grandes Civilizações, Selecções do Reader’s Digest

"É pela religião que nós vencemos o Universo" – Cícero

Os Romanos imploram os deuses " não para os honrar, não para lhes obedecer, mas para os submeter aos seus desejos". - J. Chevalier

A religião na Roma Antiga caracteriza-se sobretudo pelo politeísmo, e foi influenciada por elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. A religião romana tem origem nas crenças etruscas, gregas e orientais que foram paulatinamente incorporadas nos costumes tradicionais e adaptados às necessidades da população.
Para os romanos, os deuses, eram antropomórficos, ou seja, tinham forma humana e possuíam características de
seres humanos. Acreditavam que os deuses tinham a capacidade de controlar a todos os aspectos da vida, e criaram deuses para praticamente todas as actividades e locais.
A religião sempre teve uma grande importância para o povo romano, principalmente para os militares: se os deuses não estivessem satisfeitos, perderiam a batalha Deste modo, antes de travarem qualquer combate, os áugures efectuavam sacrifício a fim de apaziguar e contentar os deuses. Alguns dias do calendário considerados nefastos, eram evitados para travar batalha. Mesmo em período de paz, o culto dos deuses não era negligenciado: servia como mais um dos elementos da rotina das legiões.
O Estado romano proclamava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo,
Júpiter, Marte, ou Minerva.

Estes estavam agrupados em quatro grandes grupos: os Lares - deuses domésticos – os Penates – deuses das refeições – os Manes – almas dos antepassados – e os deuses públicos.
Para agradar aos seus deuses os Romanos praticavam diferentes formas de culto:
à Os sacra familiaria ou Culto doméstico: era feito aos deuses domésticos, e realizava-se em pequenos altares construídos dentro de casa, sendo este dirigido sempre pelo chefe de família – os Paterfamilias.

à Culto Público: consistia na homenagem pública dos deuses em templos e dirigido por sacerdotes para benefício de todo o povo. Este tipo de cultura apenas era praticado nos dias fixados num calendário feito pelo Pontifex Maximus.
Como os habitantes do Império eram essencialmente compostos por classes populares, culto público visava sobretudo as suas principais preocupações: a fecundidade e a vitória nas batalhas.
A maior parte das cerimónias eram realizadas em sítios onde se acreditava ter sido revelada a presença da divindade, como por exemplo, nos bosques sagrados e em algumas fontes. Por influência etrusca e grega construíram-se mais tarde edifícios chamados, consoante a importância: Aedes; Templum; Fanum; Delubrum; Sacellum.
Motivos nacionais e religiosos podiam influenciar a localização dos santuários (enquanto os deuses nacionais se introduziam na cidade, no Pomerium, os deuses estrangeiros ficavam geralmente fora deste limite sagrado)
Na maior parte dos templos existiam lápides gravadas com as normas dos ritos a celebrar, as chamadas leges templorum. Apenas as cerimónias mais pequenas se celebravam no interior dos templos; as mais importantes, como os sacrifícios, eram celebradas num altar ao ar livre, em frente do templo da divindade (uma vez que os templos eram dedicados apenas uma deidade).
Mas para além do já referido, eram organizados banquetes, procissões e jogos públicos para honrar os deuses.
Acreditavam na imortalidade da alma, pelo que realizavam cerimónias fúnebres e construíam túmulos.
A partir do I d.C. , passou a ser obrigatório o culto ao imperador (Rex Sacrorum) em todo o mundo romano.
Na mesma altura surgiu o Cristianismo, que embora começa-se por ser violentamente perseguido, acabou nos finais do século IV, por se tornar a religião oficial do Império
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