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15 de dezembro de 2010

A difusão da rede escolar

Roma encheu de escolas as regiões que conquistou. Embora, na generalidade, a sua criação se devesse à iniciativa particular o Estado desde cedo incentivou o ensino, no qual viu um poderoso meio de unificação, cultural do Império.


Assim:

  •  Insistiu com as autoridades municipais para que criassem escolas e supor-tassem os seus custos;
  • Concedeu aos professores protecção e privilégios de ordem fiscal, isen¬tando-os de impostos.
  •  Custeou a actividade de alguns gramáticos, e sobretudo, de retóricas, a fim de tornar o seu ensino gratuito.
Por todo o mundo romano nos ficaram numerosas referências, quer às escolas, quer aos professores, quer ao sonho de ensinar e aprender na capital, onde exerciam os mestres mais famosos. A Escola foi, em Roma, uma instituição reconhecida, da qual se esperava a formação do vir bónus – homem bom – o cidadão cumpridor inteligente e culto.

Pragmáticos por natureza, os Romanos sabiam que a educação cultura fazem tanto ou, mais por um império do que as proezas militares.

13 de setembro de 2010

A educação no Império

   Ao contrário do que o acontecia nos países em redor, em Roma ir à escola era algo vulgar. Aos setes anos de idade, tantos rapazes como raparigas eram enviados ao litterator, uma espécie de professor primário, que lhes ensinava as primeiras letras. Apenas os mais abastados disponham de meios para contratar mestres particulares, podendo assim estudar em casa.

   As escolas primárias, situadas em redor do fórum, eram estruturas modestas separadas da rua por uma cortina. Os alunos escreviam sobre os joelhos em tabuinhas de cera que riscavam com um estilete. Quando era necessário apagar usavam a outra ponta do estilete que possuía uma forma achatada própria para o efeito. Para os registos de carácter permanente usavam papiro ou pergaminho.

   As aulas iniciavam antes do nascer do sol e prolongavam-se pela tarde. O ano lectivo durava cerca de nove meses (de Outubro a Junho) e decorria praticamente sem interrupções.

   A disciplina era um valor muito estimado nas escolas romanas. Pancadas de vara e de correia de couro eram habituais no meio escolar, tal como os puxões de orelhas.

   Este programa de ensino primário, muito semelhante ao das escolas helénicas, abrangia crianças entre os 7 e 11 anos de idade. Para além da escrita, da leitura e do cálculo (que aprendiam com o calculator) os pupilos eram obrigados a decorar passagens de textos poéticos considerados edificantes e máximas morais.

   Para o nível secundário apenas transitavam os alunos mais abastados (tanto rapazes como raparigas) pois este era um nível muito dispendioso. Os mestres da escola secundária, os gramáticos, recebiam por cada aluno em média quatro vezes mais que os mestres do ensino primário.

   Embora a nível estrutural as instalações destas escolas fossem idênticas ás das escolas primárias, as salas de aula estavam adornadas com bustos de escritores e mapas. Aqui aperfeiçoavam os conhecimentos da língua e estudavam as principais obras literárias da época: a poesia de Virgílio, a retórica de Cícero e a História de Tito Lívio e Salústio protagonizavam o programa. A matemática, a geometria, a música e a astronomia, desempenhavam um papel secundário.

   Por fim, aos 17 anos, um grupo restrito de rapazes conseguia ingressar no ensino superior, dirigido pelo rethor (o mestre de retórica). O acesso este nível de ensino era vedado às mulheres, pois na opinião geral não fazia qualquer sentido para as mesmas, uma vez que se centralizava na aprendizagem da Retórica e do Direito, essenciais para desempenhar altos cargos políticos e administrativos dos quais as mulheres eram excluídas.

5 de novembro de 2009

Sociedade Romana II

Os principais grupos sociais  eram os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos.


Patrícios: eram os grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam desempenhar altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.

Clientes: eram os  homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em troca de auxílio económico e proteção social. Constituíam ponto de apoio da denominação política e militar dos patrícios.

Plebeus: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas.

Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de alugar seus serviços. Poderiam eventualmente ser libertos, pela paga dos serviços prestados.

14 de junho de 2009

A religião romana


“Os Romanos viviam rodeados de deuses: cada uma das suas acções, cada momento da sua vida, estava ligada a uma divindade…”
Roma, Mil anos de Poder e Glória , As grandes Civilizações, Selecções do Reader’s Digest

"É pela religião que nós vencemos o Universo" – Cícero

Os Romanos imploram os deuses " não para os honrar, não para lhes obedecer, mas para os submeter aos seus desejos". - J. Chevalier

A religião na Roma Antiga caracteriza-se sobretudo pelo politeísmo, e foi influenciada por elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. A religião romana tem origem nas crenças etruscas, gregas e orientais que foram paulatinamente incorporadas nos costumes tradicionais e adaptados às necessidades da população.
Para os romanos, os deuses, eram antropomórficos, ou seja, tinham forma humana e possuíam características de
seres humanos. Acreditavam que os deuses tinham a capacidade de controlar a todos os aspectos da vida, e criaram deuses para praticamente todas as actividades e locais.
A religião sempre teve uma grande importância para o povo romano, principalmente para os militares: se os deuses não estivessem satisfeitos, perderiam a batalha Deste modo, antes de travarem qualquer combate, os áugures efectuavam sacrifício a fim de apaziguar e contentar os deuses. Alguns dias do calendário considerados nefastos, eram evitados para travar batalha. Mesmo em período de paz, o culto dos deuses não era negligenciado: servia como mais um dos elementos da rotina das legiões.
O Estado romano proclamava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo,
Júpiter, Marte, ou Minerva.

Estes estavam agrupados em quatro grandes grupos: os Lares - deuses domésticos – os Penates – deuses das refeições – os Manes – almas dos antepassados – e os deuses públicos.
Para agradar aos seus deuses os Romanos praticavam diferentes formas de culto:
à Os sacra familiaria ou Culto doméstico: era feito aos deuses domésticos, e realizava-se em pequenos altares construídos dentro de casa, sendo este dirigido sempre pelo chefe de família – os Paterfamilias.

à Culto Público: consistia na homenagem pública dos deuses em templos e dirigido por sacerdotes para benefício de todo o povo. Este tipo de cultura apenas era praticado nos dias fixados num calendário feito pelo Pontifex Maximus.
Como os habitantes do Império eram essencialmente compostos por classes populares, culto público visava sobretudo as suas principais preocupações: a fecundidade e a vitória nas batalhas.
A maior parte das cerimónias eram realizadas em sítios onde se acreditava ter sido revelada a presença da divindade, como por exemplo, nos bosques sagrados e em algumas fontes. Por influência etrusca e grega construíram-se mais tarde edifícios chamados, consoante a importância: Aedes; Templum; Fanum; Delubrum; Sacellum.
Motivos nacionais e religiosos podiam influenciar a localização dos santuários (enquanto os deuses nacionais se introduziam na cidade, no Pomerium, os deuses estrangeiros ficavam geralmente fora deste limite sagrado)
Na maior parte dos templos existiam lápides gravadas com as normas dos ritos a celebrar, as chamadas leges templorum. Apenas as cerimónias mais pequenas se celebravam no interior dos templos; as mais importantes, como os sacrifícios, eram celebradas num altar ao ar livre, em frente do templo da divindade (uma vez que os templos eram dedicados apenas uma deidade).
Mas para além do já referido, eram organizados banquetes, procissões e jogos públicos para honrar os deuses.
Acreditavam na imortalidade da alma, pelo que realizavam cerimónias fúnebres e construíam túmulos.
A partir do I d.C. , passou a ser obrigatório o culto ao imperador (Rex Sacrorum) em todo o mundo romano.
Na mesma altura surgiu o Cristianismo, que embora começa-se por ser violentamente perseguido, acabou nos finais do século IV, por se tornar a religião oficial do Império
.

30 de abril de 2009


    A mulher romana

    • Nesta época as mulheres eram conhecidas pelos seus extravagantes penteados.


    • Deviam ser boas mães e, ocupavam-se dos trabalhos domésticos.
    Homens e rapazes
    Os adolescentes das famílias ricas aprendiam a saber falar em público ou a apresentar um caso em tribunal. Eram os pais que ajudavam os filhos a começar uma carreira politica nos negócios ou no direito.

    A escola


    Eram muito poucos os privilegiados que aprendiam a ler a escrever. Eram ensinados pelo pai ou por um tutor contratado, geralmente um pedagogo grego. Na escola as crianças aprendiam aritmética, a ler e a escrever latim e grego. Aprendiam as obras de poetas e escritores famosos como Homero e Virgílio; tinham de ser decoradas os erros e o mau comportamento eram punidos com castigos cruéis. As aulas começavam ao amanhecer. A maioria das crianças não gostava de ir à escola.




    AS CRIANÇAS ROMANAS

    Sempre que uma criança nascia, esta era colocada aos pés do seu pai. Se a aceita-se na família pegava-a ao colo.
    Muitas famílias pobres por não terem meios para alimentar mais uma boca abandonavam as crianças para morrerem ou serem recolhidos por estranhos.
    Muitas crianças nasciam escravas começando a trabalhar por volta dos 6 ou 7 anos de idade.
    Os filhos de famílias livres e vulgares tinham poucas hipóteses de frequentar uma escola pois tinham de ajudar os pais no trabalho assim que tivessem idade suficiente para desempenhar pequenas tarefas.



    A vida em Roma
    “ A vasta maioria dos habitantes da cidade vivia em casas mal iluminadas e parcamente mobiladas, na sua maioria arrendadas. Os blocos de apartamentos e outros alojamentos estavam cobertos de letreiros anunciando habitações vagas(…)
    A maioria das famílias, sem acesso aos esgotos, transportava os despejos domésticos – ou limitava-se a atirá-los pelas janelas, sem vidros, directamente para a rua(…).
    Os Romanos viviam, negociavam e comiam na rua, e os mais pobres cozinhavam ao ar livre, em fogões e fogareiros portáteis. Também se vendia comida cozinhada em bancas.”
    História da Vida Quotidiana,
    Selecções Reader’s Digest