10 de setembro de 2011

Marcos do Império

Antes de Cristo 


753 a.C. - Reza a lenda que a cidade foi fundada pelos gémeos Rómulo e Remo, fruta da relação da mortal de Reia Sílvia com o deus Marte. Segundo esta, foi com um arado que ele desenhou os limites de Roma. Nos seus primórdios, a cidade foi governada por um regime monárquico.

509 a.C. - A cidade encontrava-se dividia entre os patrícios e plebeus. Uma revolta patrícia depôs o rei Tarquínio, o Soberbo (o último rei de origem etrusca) terminando dessa forma a monarquia. Inícia-se a República Romana.
471 a.C. -  Criação do cargo de Tribuno da Plebe.

450 a.C. -  Promulgação da Lei das XII Tábuas.

367 a.C. -  Lex Licinia Sextia - Os plebeus conseguem acesso ao cargo de cônsul.

326 a.C. - Surgiram as primeiras grandes obras: o Circo Máximo; o primeiro aqueduto e a Via Ápia, a grande estrada que permitia a movimentação de tropas.


275 a.C. - Começou o período de conquistas. Roma domina as cidades gregas a sul da Península Itálica, dominando-a por inteiro.

218 a.C. - Cartago invadiu a península Itálica. Neste âmbito, comandante Aníbal venceu três grandes batalhas.

149 a.C. Roma ocupa a Península Ibérica e derrota Aníbal, arrasando Cartago. No mesmo ano, as tropas romanas conquistaram a Grécia.

133 a.C. - Roma assume o controle total do mar Mediterrâneo.

104 a.C. - Consulado de Caio Mário.

81 a.C. - Ditadura de Sila.

73 a.C. -  gladiador Espártaco liderou uma rebelião de escravos, que construíram uma vila aos pés do monte Vesúvio. Este venceu o exército romano sete vezes, antes de ser derrotado.

63 a.C. - Roma controla Jerusalém e  anexa a Palestina ao Império. Esta passa a ser conhecida como a província da Judeia.

59 a.C. - Júlio César e Pompeu se uniram-se ao rico comerciante Marco Licínio Crasso formando o Primeiro Triunvirato.

49 a.C.Á morte de Crasso os dois generais supracitados declaram guerra um ao outro. César vence e  declara-se ditador.

47 a.C. - César invadiu o Egipto e proclama Cleópatra rainha.

45 a.C. - O ditador contratou o astrónomo egípcio Sosígenes para criar um novo calendário de 12 meses (conhecido por isso por calendário Juliano).

44 a.C. - César foi assassinado na sequencia de uma conspiração  liderada pelo seu sobrinho e pelo filho adotivo Bruto. Ao descobrir a conspiração, ele teria dito ao traidor a famosa frase: "Até tu, Bruto, meu filho?"

43 a.C.-  Segundo Triunvirato

31 a.C. -  Eleito seu sucessor, Otaviano lutou contra os generais romanos para assumir o poder.

30 a.C. -  Depois de ser derrotada Cleópatra suicidou-se e o Egipto foi anexado ao Império Romano.

27 a.C.: - Otaviano recebeu o título de Augusto.  Nos 41 anos seguintes do  seu reinado, Otaviano pôs fim a séculos de conflitos, iniciando um período de 200 anos de paz e prosperidade, a chamada Pax Romana.

0 -  Nascimento de Jesus em Belém, na Judeia


Depois de Cristo 

33 -  Morte de Jesus Cristo.

37 -  Morre o imperador Tibério, e sobe no mesmo ano ao poder Calígula. Este nomeou o seu cavalo Incitatus senador do império e mandou esculpir sua própria cabeça em todas as estátuas de deuses de Roma. Foi assassinado quatro anos depois.


64 - Incêndio de Roma. Uma das versões sobre as causas do incêndio aponta o próprio imperador Nero como culpado, que por sua vez culpou os cristãos

70 -  O imperador Tito destruiu Jerusalém. O Segundo Templo foi destruído.


24/8/79 -  O vulcão Vesúvio entrou em erupção e soterrando as cidades de Pompeia e Herculano durante o reinado de Tito.

117 -  Sob o governo de Trajano, Roma conquistou a Britânia e alcançou sua maior extensão territorial, englobando o sul da Europa, o Mediterrâneo, o Egipto, o Norte da África, a Gália, parte da Germânia, Mesopotâmia e atuais Bulgária, Roménia, Grécia e Turquia.

126 -  Sob o governo de Adriano foi concluída a muralha, entre a Britânia e o território dos pictos, um pouco ao sul da atual fronteira entre Inglaterra e Escócia.

193-285Crise do século terceiro.

212 -  O imperador Caracala  através da Constitutio Antoniniana (também conhecida como Édito de Caracalla, ou Édito de 212) concedeu a cidadania romana a todos os habitantes livres do império.

303  -  O número de cristãos já se situava nos 15 milhões.   Diocleciano (último imperador pagão) promoveu uma nova grande perseguição.

313 - Através do Édito de Milão, o imperador Constantino I acabou com a perseguição aos cristãos e declarou que o império não tem mais uma religião oficial.

330 -  O imperador Constantino I reconstruiu a cidade grega de Bizâncio (atual Istambul),  que a considerava a "Nova Roma". A cidade passou a ser conhecida como Constantinopla.

337 -  Após a morte de Constantino, os seus três filhos governaram o império a partir de Constantinopla, Augusta Treverorum (atual Trier) e Mediolanum (atual Milão)

395 -  Morre do imperador Teodósio I, último a governar o império unificado. Os seus filhos Flávio Augusto Honório e Arcádio, governaram respectivamente o Império Romano do Ocidentee o Império Romano do Oriente.

410 - Saque de Roma pelos visigodos.


452 -  Liderado por Átila, os hunos invadiram a península Itálica, mas não chegaram a Roma.

455 - Os vândalos, germanos que migraram para o sul, instalaram-se no norte da África (actuais Líbia, Marrocos e Tunísia) e saquearam Roma. 

476 - Odoacro, líder dos bárbaros germânicos Hérulos derrubaram Rómulo Augusto, o último imperador romano, então com 15 anos de idade. Os historiadores em geral consideram este evento como o fim do Império Romano do Ocidente e o início da Idade Média. O Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla, ainda se estenderia até1453.


846 -  No auge da decadência, a cidade de Roma ficou com apenas 30 mil habitantes. Hoje tem 2,5 milhões de pessoas. 

1453 -  Os turcos otomanos invadiram Constantinopla e derrubaram o Império Romano do Oriente ou Império Bizantino. Inicia-se o período renascentista. 

29 de agosto de 2011

Vídeo Síntese do Império Romano (II partes)


Encontrei-os no Youtube (abençoado) e claro que não podíamos deixar de os partilhar convosco!  A História em versão desenhos animados tem outro gosto. Esperemos que gostem. 

26 de agosto de 2011

A apologia do Império: a poesia épica e a História


O principado de Augusto, e, de uma forma geral, todo o século I d. C corresponderam a uma época de grande brilho cultural.
   
 O imperador transformou Roma num verdadeiro centro artístico, pois sabia que das artes dependia a imortalização dos seus feitos e da sua glória. Não só alte­rou a fisionomia da cidade, enchendo-a de obras de arte e construções monu­mentais, como chamou para a sua corte poetas e escritores a quem cumulou de provas de amizade e de bens materiais. Um dos grandes amigos do imperador, Mecenas , reuniu também, junto de si, os maiores talentos literários da época e de tal forma os incentivou que o seu nome ficou para sempre ligado à protecção das artes, falando-se, ainda hoje, de um mecenas e de mecenato.

 Acarinhada pelas altas esferas do poder, a literatura latina conhece então o seu apogeu. Poetas como Virgílio, Horácio e Ovídio, criaram obras que se tornaram modelos lite­rários nos séculos seguintes.
 
 Esta protecção das letras não era, todavia, completamente desinteressada. Octávio incentivava os autores a exaltarem as virtudes da sua pessoa e os benefícios do seu reinado. Deste modo, a poesia fez-se também eco da gló­ria de Roma e da grandeza do príncipe, actuando como um poderoso meio de propaganda imperial.  

  • A poesia épica


De entre todos os poetas contemporâneos de Augusto destaca-se Públio Virgílio Maro que dedicou os últimos sete anos da sua vida a uma grande obra épica, a Eneida, que se tornou o poema nacional por excelência onde faz um cântico às origens de Roma e à sua vocação conquistadora misturando tradições lendárias e factos históricos, enaltecendo o povo romano, em geral, e o imperador, em particular, ele  vando-os  a uma condição superior, a uma  ascendência divina

De um modo geral visava a glorificação do Império e dos feitos do Imperador.

  • A História


 As inúmeras vitórias dos Romanos e a grande tenacidade que demonstraram na construção do seu império impressionaram, desde cedo, os historiadores. Assim, a História revestiu uma feição pragmática, procurando justificar a sua evolução (de pequeno povoado a grande império), domínio e pôr em evidência a sua acção civilizadora. Este objectivo está presente nas obras de Políbio, Títo Lívio, Lácio entre outros.

  Foi o historiador Tito Lívio aquele que mais glorificou a História sua pátria. Deixou nos uma imensa obra, que abrange toda ã Historia de Roma, desde a fundação da cidade até ao ano 9 a. C.-

  Os relatos históricos eram impregnados de um patriotismo ardente e a profunda crença no destino grandioso de Roma.



17 de agosto de 2011

Togas há muitas seu palerma !

  Como qualquer conhecedor desta incrível civilização sabe, a toga era uma peça de vestuário característica da Roma Antiga. Tudo indica que se trata de uma peça de roupa de origem etrusca.


Ficheiro:Toga (PSF).png
Numa fase inicial, a toga apresentava uma  morfologia rectangular e curta. Mais tarde, evoluiu para uma forma semicircular, vendo igualmente o seu tamanho aumentado consideravelmente: a toga chegou a atingir aproximadamente 6 metros no lado recto e 2 metros de largura, pelo que era difícil de usar. Por essa mesma razão, os romanos  mais abastados  pelo que os romanos mais ricos possuíam um escravo encarregado de ajudar nesta tarefa - o uestiplicus.

A toga funcionava como uma marca, distinguindo o cidadão romano de terceiros. Por esse mesmo motivo, o seu uso estava vedado a  estrangeiros e escravos. As mulheres romanas também usaram togas, mas estas paulatinamente foram sendo substituidas pela stola (uma espécie de vestido). A partir da  República a toga passou a ser usada apenas pelas mulheres condenadas por adultério.

Existiam vários tipos de toga, associadas a diferentes funções e estatutos:

  • Toga pura ou uirillis (Toga Viril)- era um toga lisa, feita de lã branca. Esta era usada pelos homens romanos assim que atingissem a idade adulta. Este toga tinha um simbolismo particular.  Vesti-la significava a passagem da infância para a adolescência. 

  • Toga praetexta – esta era um tipo de  toga branca que apresentava uma banda larga de cor púrpura. Era usada por rapazes que ainda não podiam usar a toga uirillis, pelos jovens que ainda eram solteiros, bem como pelos principais magistrados e pelo sacerdote.

  • Toga candida - toga de um branco imaculado, era envergada pelos candidatos a cargos públicos.

  • Toga picta ou purpurea - usada pelos triunfadores e mais tarde pelo imperador.

  • Toga sordida ou pulla - era a toga dos pobres e do réu quando se apresentava no tribunal (servindo neste caso a toga para inspirar um sentimento de piedade).

  • Toga trabea -  toga toda púrpura ou ornamentada com riscas horizontais cor de púrpura. Era usada pelos áugures e sacerdotes durante os actos rituais. Os deuses eram também representados envergando esta toga.

Para os pequenos fãs do império...

Andava a vaguear na Internet quando encontrei  este brinquedo e não resiste em postar. Pode dizer-se que é uma sugestão de Natal adiantada.   

5 de agosto de 2011

Jogos do Império

Estes foram alguns passatempos que criamos há 2 anos. Podem tentar resolver (são muito fáceis).
As palavras estão ao contrário.

DA
I.            AMOR                                          
II.            RASÉC
III.            RODAREPMI
IV.            ADARTSE
V.            OREN
VI.            RETIPUJ
VII.            AGOT
VIII.            OTSUGUA
IX.            ODANES
X.            SEOIGEL

Completa as letras em falta. Usa as pistas.

à Legado Romano
                   
__UM__RAÇ__ __
RO__A__A

à Vestígio Romano; Estas foram muito importantes no seu tempo.

__S__RA__AS

à Forma de governo que existiu durante anos em Roma.

MO__A__Q__ __ A

à “Coração” de todas as cidades Romanas.


F__ __ __M


à      Língua oficial do Império.

__A__IM

à Deus romano dos mares.

­­__EP__U__O




2 de agosto de 2011

Factores de Coesão do Império – Síntese

Apesar da sua extensa, o Império Romano constituiu um mundo politicamente coeso, onde os povos conviviam em paz e respeitavam a autoridade estabelecida. Tal facto deveu-se, em grande parte, à forma hábil como os Romanos souberam administrar as regiões submetidas:

Promoveram a vida urbana como centro de poder local e de difusão da sua cultura. O Império revestiu a forma de uma federação de cidades que, apesar de submetidas ao poderio de Roma, dispunham de estruturas administrativas próprias que lhes conferiam uma considerável autonomia.

Divinizaram a figura do imperador e, com ela, a autoridade do Estado. Adorado como um deus em todas as regiões do Império, o imperador tornou-se o garante da paz e da prosperidade dos povos, detentor de um poder supremo e incontestado.

Organizaram um conjunto de leis notável pelo seu rigor e pela sua amplitude. Os Romanos criaram o Direito tal como hoje o concebemos, alicerçado na justiça e na equidade utilizando-o como elemento regulador da paz e da ordem imperiais.

Estenderam progressivamente a condição superior da cidadania aos' povos dominados. Participantes dos mesmos direitos e da mesma dignidade dos seus conquistadores, os habitantes do Império deixaram de se sentir súbditos e passaram a olhar-se como verdadeiros romanos.

  Unida pelo mesmo modelo urbano, pela obediência às mesmas leis e à autoridade do imperador, a Europa adquiriu uma feição civilizacional própria, uma marca de latinidade que persistiu até aos nossos dias.

20 de julho de 2011

Cristianismo: do Sofrimento ao Triunfo - Perseguições na Palestina

Com a mesma rapidez com que ganha partidários, a nova religião cria inimigos. Os primeiros inimigos do Cristianismo e dos seus discípulos foram os seus compatriotas judeus, que viam no novo credo uma traição à pátria e à Lei de Moisés. A condenação de Jesus pelo Sinédrio foi apenas a primeira das muitas barreiras que o Cristianismo ainda teria de transpor. Como já foi referido anteriormente, após a morte de Jesus, os seus discípulos empreenderam uma intensa obra de pregação, o que obviamente desagradou às autoridades judaicas, que reagiram com uma dureza cada vez maior a esta obra que culminou com o martírio do discípulo Estêvão, iniciando-se assim um período de perseguição declarada aos cristãos.


 Avec la même vitesse avec laquelle parti gagne, la nouvelle religion crée des ennemis. Les ennemis du christianisme et ses disciples étaient ses compatriotes juifs qui ont vu dans le nouveau credo et une trahison à la Loi de Moïse. La condamnation de Jésus par le Sanhédrin était seulement le premier des nombreux obstacles que le christianisme aurait encore à surmonter.Comme mentionné plus tôt, après la mort de Jésus, ses disciples ont entreprisun intense travail de prédication, ce qui évidemment provoqué la colère desautorités juives, qui ont répondu avec une dureté croissante de ce travail qui a conduit au martyre de l'disciple Étienne, initiant ainsi une période depersécution des chrétiens déclarés.

17 de julho de 2011

Expressões Latinas (II)

A capite ad calcem - Da cabeça aos pés
A contrario sensu - Em sentido contrário
A fronte - Pela frente
A latere - Do lado ou ao lado
Ars longa, vita brevis A arte é eterna, a vida é breve
Abundans cautela non nocet - Cautela em excesso não faz mal a ninguém
Accipere quam facere praetat injuriam - Antes sofrer o mal que fazê-lo
Ad concilium ne accesseris antequam vocaris - Ninguém se meta onde não é chamado
Ad impossibilia nemo tenetur - Ninguém é obrigado a fazer o impossível
Tempus tempora temperat - Tempo é remédio
Unius peccata tota civitas luit - Paga o justo pelo pecador 
Usque ad aras amicus - Amigos, amigos! negócios à parte!
Usus optimus rerum magister -  Usa e serás mestre
Utile dulci - Junta o útil ao agradável


Utilius tarde quam nunquam - Antes tarde que nunca 



Veritatis simplex oratio - A verdade dispensa enfeites
Volle est posse - Querer é poder

Panem et Circenses - Pão e Circo 
Mors omni aetate communis est - A morte não poupa ninguém

A arquitectura

  Foi no campo da arquitectura que o espírito romano encontrou a sua expres­são artística mais forte. A prolongada paz e prosperidade económicas permitiram ­uma intensa actividade construtiva, sobretudo no domínio das obras públi­cas.          Augusto investiu empenhadamente no embelezamento da capital e foi seguido pelos seus sucessores que estenderam a sua acção às restantes do Império com cooperação de magistrados e particulares.

Características da arquitectura:

Ö Monumentalidade também presente na arquitectura egípcia;
Ö Solidez e funcionalidade;
Ö Utilitarismo;
Ö Robustez das construções;
Ö Grandiosidade.
Ö Formas audaciosas

  Na arquitectura como em tantos outros aspectos, os Romanos deixaram-se influenciar pelos modelos gregos, absorvendo elementos como as colunas e as 3 ordens arquitectónicas gregas mostrando uma predilecção pela ordem coríntia, de maior riqueza decorativa.

Usaram-nas, no entanto, com maior liberdade do que os Gregos, sobrepondo-as num mesmo edifício  ou aglutinando os seus elementos de forma a criar uma ordem inovadora : a ordem compósita – com folhas de acanto e volutas.

 É nos templos que mais se evidencia a influência helénica, quer no alçado, ritmado por colunas majestosas, quer na simplicidade da planta, embora imprimindo nestas construções o seu cunho próprio e subvertendo o sentido de proporção dos gregos introduzindo elementos inovadores:

R  Arcos de volta perfeita;
R  Abóbadas;
R  Cópula;
R  Linhas curvas, ondulações;
R  Nichos;
R  Pilastras – colunas embutidas na parede 
R  Podium  - plataforma elevada sobre a qual se erigia o templo
R  Plasticidade dos materiais

 Os templos também despojados das esculturas ornamentais do frontão e do friso, adornando-se estes espaços com uma simples inscrição dedicatória, que elucida sobre os objectivos e as circunstâncias da edificação.

  Dado o exagero ornamental e a sua exuberância os templos romanos, são muitas vezes cognominados de “o barroquismo da decoração”
 Muito mais livres e criativos que os seus colegas helénicos, os arquitectos latinos souberam tirar partido de diferentes técnicas e materiais. O seu espírito prático fê-los adoptar materiais mais versáteis e baratos, como o tijolo e o betão.
   A construção em betão, foi-se aperfeiçoando. Além de barato, o betão possuía extraordinária solidez e adaptava-se a qualquer espaço. Os edifícios eram posteriormente revestidos de mármore e outras pedras, que realçavam a imponência dos edifícios e as suas formas audaciosas.

 Mas nem só ao serviço dos deuses e do imperador puseram os arquitectos o seu génio construtivo. Eram meticulosos nas suas construções sobretudo nas de carácter utilitário. O que mais se evidencia na arquitectura romana é o seu carácter essencialmente urbano, utilitário e pragmático. Os Romanos constroem para a cidade e para os cidadãos: fóruns, teatros, anfiteatros, bibliotecas, termas, aquedutos, coliseus, circos, estádios, arcos do triunfo, pontes.

 A arquitectura romana e os edifícios por ela concebidos têm sobretudo uma intenção propagandística criando o cenário perfeito para as solenes cerimónias oficiais que exaltavam a glória e o poder romanos espelhando a grandeza do império. Esta faceta foi, aliás, completada com grande número de construções comemorativas, como os arcos de triunfo, as colunas e os pórticos monumentais. Estes eram verdadeiros livros de pedra pois narravam feitos heróicos, como por exemplo a Coluna de Trajano que é simultaneamente um monumento funerário. 

O expoente máximo da arquitectura romana é o Panteão em Roma.