22 de junho de 2011
21 de junho de 2011
O Império Romano e o Cristianismo - Veículos de difusão do Cristianismo
Nos próximos dias publicaremos alguns textos informativos, bem como documentos históricos e historiográficos respeitantes a esta a temática.
No primeiro analisaremos de que forma a organização social, territorial e cultural romanas contribuíram para a rápida expansão da nova fé.
No primeiro analisaremos de que forma a organização social, territorial e cultural romanas contribuíram para a rápida expansão da nova fé.
Após a morte de Jesus, a mensagem cristã difundiu-se rapidamente beneficiando de uma conjectura social e política muito propícias. Assim podemos atribuir o sucesso da expansão cristã a uma excelente rede de estradas, que facilitou a circulação dos discípulos e dos ideais cristãos; à unidade linguística do império, que facilitou a transmissão desses mesmos ideais; neste seguimento, uma intensa obra evangelização por parte dos apóstolos, quer pelas suas viagens, quer pela redacção dos quatro evangelhos do Novo testamento; ao “apostolado” de S. Paulo e de S. Pedro; à existência de comunidades judaicas (diáspora), um pouco por todo o Império, que acolheram bem este novo credo, por ser também monoteísta; o descontentamento e a insatisfação gerais da população romana devido às desigualdades sociais existentes; os valores defendidos pelo Cristianismo eram sinónimos de esperança para os povos oprimidos; a fuga da perseguição religiosa empreendida inicialmente por judeus conservadores, e posteriormente pelo Estado Romano; a existência de numerosas cidades; o cárter universalista da mensagem, uma fé que propõe que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade e não apenas a um povo escolhido; o ideal de paz pregado pelos cristãos; e por último a corajosa resistência dos mártires cristãos, que, em tempos de perseguição enfrentavam as torturas mais cruéis.
Outro factor coadjuvante foi a crise que a própria religião tradicional romana, atravessava nessa época. Excessivamente formal e ritualista, incapaz de dar respostas satisfatórias às inquietações dos homens, que procuravam expectativas de felicidade no Além. A aliar a esta crise religiosa, as correntes filosóficas que circulavam, espalhavam a ideia de um Deus único, supremo e transcendente, adubando o caminho para o monoteísmo.
A cidade de Jerusalém foi o centro da primeira comunidade cristã até à sua destruição pelos Romanos em 70 d. C., por ordem de Tito, que mandou destruir também o templo. O centro do movimento cristão irradiou então a sua influência a outros núcleos urbanos da Palestina. No entanto ironicamente a sua expansão foi mais limitada na Palestina do que noutras partes do Império. Devido a perseguição movida pelas autoridades religiosas judaicas, e à morte do primeiro mártir, Estêvão, o Cristianismo começa a conquistar os judeus dispersos por todo o Império Romano, ganhando força sobretudo nas províncias orientais do Egipto, da Ásia Menor e da Grécia. A conversão dos judeus de Alexandria, Éfeso, Antioquia e Corinto abriu as portas para a conversão dos povos pagãos.
No que diz respeito ao ocidente formou-se uma importante comunidade em Roma em meados II d.C.. Nas Gálias, a expansão cristã teve como eixo principal o vale de Ródano. Também chegou à Germânia e à Britânia. Na remota Hispânia, expandiu-se de forma inicial nas áreas romanizadas, sob a influência de Roma e do vizinho cristianismo africano.
Num determinado momento, os cristãos sem raízes judaicas ultrapassaram em número os judeus cristãos. A acção do apóstolo Paulo neste sentido foi crucial. Paulo de nasceu judeu, com estatuto de cidadão romano, mas pouco depois da morte do mártir Estêvão converteu-se ao Cristianismo, acabando por se tornar um dos principias instrumentos de transmissão da mensagem de Cristo aos gentios através das suas Epístolas direccionadas às comunidades cristãs.
16 de junho de 2011
Panteão de Roma
Excerto de um documentário do Canal História. Click no link para vizualizar (legendas em português).
Escultura
As obras de escultura são, em Roma, muito numerosas, multiplicam-se nos fóruns, nas ruas, nos monumentos. Os ricos adornam com elas as suas casas, quer em Roma, quer nas províncias que, em escala mais modesta, imitam a capital. Mas os escultores deixam que a criatividade dos artistas helénicos domine a produção estatuária, limitando-se muitas vezes a reproduzir réplicas de grandes obras gregas, sem no entanto deixar de imprimir nestas o seu cunho: o realismo.
The works of sculpture are in Rome, very numerous, multiply in the forums, in the streets and monuments. The rich adorn their homes with them, whether in Rome or in the provinces in a more modest scale, they imitate the capital. But the sculptors let the creativity of artists dominate the production Hellenistic statuary, often limiting themselves to reproduce replicas of major Greek works, without leave its imprint on these print: realism.
The Romans sculpted with such realism and expressiveness that we can convey the character of the model! These characteristics are evidenced in the picture aboveRoman accentuated the defects, the physiognomy of the eyes and eyebrows, mouth,hair, and the marks of time ... unlike the Greeks who worry about the idealism andperfection , the Romans did not blur the imperfections. The sculpture also had the last end the glorification of the emperor.
O culto a Roma e ao Imperador
Quando foi proclamado princeps, Octávio aceitou também o título de Augusto que acrescentou ao seu nome, título até então reservado aos deuses. Este título passou para os seus sucessores, estabelecendo-se a divinização do imperador.
Os romanos acreditavam que os seus dirigentes, especialmente em épocas dificultosas, eram protegidos e orientados pelos deuses. As honras prestadas aos generais vitoriosos assumiam um carácter religioso. Por isso Octávio, temendo que o excesso de apreço pela sua pessoa prejudicasse o seu governo, autorizou o culto à sua pessoa nas províncias e às suas virtudes, isto é, ao benefícios que o seu governo trouxera, a Vitória, a Paz, a Liberdade e Justiça Augustas etc… em Roma.
Quando Octávio morreu, em 14 d.C, o Senado concedeu-lhe o epíteto de divus e criou um corpo de sacerdotes, augustais, para assegurar o seu culto. Até a própria família do imperador foi divinizada, multiplicando-se por todo o império templos dedicados ao culto imperial.
O culto imperial foi desde logo associado à deusa Roma, figura feminina armada.
O culto a Roma e ao imperador tornou-se um importante elemento de união política. Verdadeira devoção cívica foi capaz de unir os diferentes povos do império.
Um mundo de cidades
A cultura romana estava intimamente ligada à cidade. A cidade era a célula base do império. Consideravam as cidades como células ideais de administração, já que nelas se concentravam as instituições governativas
Assim se entende que uma das primeiras tarefas, após a conquista, fosse a reconversão ou a criação de centros urbanos: nas regiões Orientais, como na Grécia, onde o sistema de cidade já era antigo, os Romanos souberam respeitar a sua forma de funcionamento limitando-se a introduzir pequenas alterações; nas regiões Ocidentais como a Gália ou a Península Ibérica, onde as cidades eram raras ou mesmo inexistentes, os Romanos apressaram-se a criá-las proporcionando-lhes as condições necessárias ao seu desenvolvimento. Por isso as cidades do Ocidente são mais parecidas com Roma do que as do Oriente.
Roma era a urbe por excelência, o centro de poder, e o coração do Império, constituindo um paradigma para as outras cidades.
O Império Romano era um mundo de cidades dotadas de relativa autonomia, capazes de resolver localmente muitos dos seus problemas. Daí dizer-se que o império era uma federação de cidades.
Roman culture was closely linked to the city. The city was the basic unit of the empire. They considered cities as ideal cells for administration, focused on them as the institutions governing
Thus it is understood that one of the first tasks after the conquest, was theconversion or creation of urban centers: in Eastern regions such as Greece,where the system of the city was ancient, the Romans knew how to respect theirway of functioning limiting to introduce small changes, in regions such asWestern Gaul and the Iberian Peninsula, where cities were rare or nonexistent, the Romans rushed to create them by providing them the necessary conditionsfor its development. So the cities of the West are more like Rome than those in the East.
Rome was the metropolis par excellence, the power center, and the heart of the Empire, providing a paradigm for other cities.
The Roman Empire was a world of cities with relative autonomy, able to solvemany of their problems locally. Hence to say that the Empire was a federation of cities.
4 de junho de 2011
Presságios e Superstições
Os Romanos, à semelhança de outros povos, tentavam conhecer a vontade dos deuses examinando as entranhas dos animais sacrificados, especialmente o fígado. Previam-se também o futuro, observando o voo das aves nomeadamente dos abutres e dos corvos.
The Romans, like other nations, trying to know the will of the gods by examining the entrails of sacrificed animals, especially the liver. It also predicted the future by observing the flight of birds including vultures and crows.
The Romans, like other nations, trying to know the will of the gods by examining the entrails of sacrificed animals, especially the liver. It also predicted the future by observing the flight of birds including vultures and crows.
Animais versus Remédios
Se um romano fosse mordido por uma aranha, utilizavam para combater a febre e o entorpecimento que se seguia à mordedura por exemplo o seguinte remédio : esmagavam na parte do corpo mordida o corpo da aranha, ou na falta da última cobriam o ferimento com um pedaço da sua teia.
Acreditava-se que a mordedura da aranha poderia tornar uma mulher infértil. Era por isso aconselhado ir rapidamente a Roma oferecer um sacrifício ao templo de Magna Mater.
If a Roman was bitten by a spider, used to control fever and numbness that followed the bite for example the following remedy: crushed part of the body in the body of the spider bite, or in the absence of the last covered the wound with a piece of its web.
It was believed that a spider bite could make a woman infertile. It was thereforeadvised to go to Rome soon to offer a sacrifice to the temple of Magna Mater.
If a Roman was bitten by a spider, used to control fever and numbness that followed the bite for example the following remedy: crushed part of the body in the body of the spider bite, or in the absence of the last covered the wound with a piece of its web.
It was believed that a spider bite could make a woman infertile. It was thereforeadvised to go to Rome soon to offer a sacrifice to the temple of Magna Mater.
23 de maio de 2011
Já Havia Pombos Correios
A columbofilia militar pode parecer uma invenção dos tempos modernos, mas não, é bem mais antiga.
Já os Assírios e os Medos utilizavam os pombos nas suas campanhas militares , e era graças a estas aves que os Gregos davam a todo o país o nome dos vencedores dos Jogos Olímpicos.
Os Romanos criavam um grande número de pombos em grades pombais construídos nos telhados das casas . A carne destas aves era muito apreciada, se bem que na época fosse mais preferida a carne de rola.
Em muitas regiões do Império fazia-se criação de pombos correios, com o fim de difundir as noticias mais importantes, sobre todo depois da criação do primeiro “correio aéreo”, no tempo imperador Diocleciano, no século III da nossa era.
Mas muito antes desta data, os pombos correios foram utilizados como importantes elementos de logística militar: no ano 43 antes da nossa era , Bruto, cercado em Modena por Marco António, utilizou pombos correios para comunicar com os seus aliados.
17 de abril de 2011
6 de abril de 2011
Cave Canem
“Cuidado com o cão” , este é o significado da expressão latina supracitada.
Nas ruínas de Pompeia, os arqueólogos encontraram uma inscrição que dizia “Cave Canem”. Esta inscrição (tal como hoje) prevenia os visitantes de que havia um cão que guardava a casa.
Os cães nesse tempo tinham muitas funções, tais como: guardar as casas, limpar o lixo das cidades, ou a de fazer companhia .
Alguns eram encarados como sagrados , e por isso viviam em templos.
Nas ruínas de Pompeia, os arqueólogos encontraram uma inscrição que dizia “Cave Canem”. Esta inscrição (tal como hoje) prevenia os visitantes de que havia um cão que guardava a casa.
Os cães nesse tempo tinham muitas funções, tais como: guardar as casas, limpar o lixo das cidades, ou a de fazer companhia .
Alguns eram encarados como sagrados , e por isso viviam em templos.
Golfinhos no Império
Em várias moedas romanas, figura a efígie de um golfinho.
Este animal, nessa época abundava em toda a bacia do Mediterrâneo, e desde a mais alta Antiguidade atraíram a atenção dos homens, sobre todo os marinheiros, devido aos seus comportamentos.
Avistar um bando de golfinhos, era interpretado como um bom presságio. Regra geral não eram caçados, pois eram detestados pelos Gregos e Romanos .

Assim se compreende, o porquê de este mamífero estar estritamente associado a todas as lendas de deuses marinhos.
É exemplo de uma dessas a seguinte:
Neptuno para seduzir Anfitrite envio-lhe um golfinho, cujos os serviços recompensou gravando na abóbada celeste a constelação de dez estrelas do Delfim.
Contavam-se ainda mais histórias e narrativas sobre golfinhos que salvavam marinheiros ou se deixavam aprisionar por crianças.
Este animal, nessa época abundava em toda a bacia do Mediterrâneo, e desde a mais alta Antiguidade atraíram a atenção dos homens, sobre todo os marinheiros, devido aos seus comportamentos.
Avistar um bando de golfinhos, era interpretado como um bom presságio. Regra geral não eram caçados, pois eram detestados pelos Gregos e Romanos .

Assim se compreende, o porquê de este mamífero estar estritamente associado a todas as lendas de deuses marinhos.
É exemplo de uma dessas a seguinte:
Neptuno para seduzir Anfitrite envio-lhe um golfinho, cujos os serviços recompensou gravando na abóbada celeste a constelação de dez estrelas do Delfim.
Contavam-se ainda mais histórias e narrativas sobre golfinhos que salvavam marinheiros ou se deixavam aprisionar por crianças.
27 de fevereiro de 2011
Codificação do Direito (notas)
A superioridade das leis romanas residia:
Na racionalidade e na lucidez dos princípios gerais que enunciavam;
No pragmatismo e na experiência que colocavam na análise das situações do quotidiano;
A sua capacidade de adequar a teoria à prática e daí retirar benefícios;
Na complexidade das situações que contemplavam e que eram vividas a todos os níveis (direito público e direito privado), nas várias regiões do império.
A justiça, equidade e imparcialidade na aplicação.
Na racionalidade e na lucidez dos princípios gerais que enunciavam;
No pragmatismo e na experiência que colocavam na análise das situações do quotidiano;
A sua capacidade de adequar a teoria à prática e daí retirar benefícios;
Na complexidade das situações que contemplavam e que eram vividas a todos os níveis (direito público e direito privado), nas várias regiões do império.
A justiça, equidade e imparcialidade na aplicação.
24 de fevereiro de 2011
A Codificação do Direito
No passado, já tinhamos abordado a importência deste legado. Apresenatmos agora outra perspectiva do Direito Romano. Esperamos que gostem
Podemos definir Direito como o conjunto de normas jurídicas que rege a vida de um povo. Os Romanos, porém, souberam ultrapassar a noção de Direito como simples soma de leis, fazendo dele uma ciência, que aperfeiçoaram de tal forma que ainda hoje o Direito Romano está vivo e é actual.
Foi a necessidade de manter o Império uno e próspero que conduziu os Romanos ao desenvolvimento do Direito. A administração do seu vasto Império e a convivência pacífica das suas gentes não seria possível sem um conjunto de leis abrangente e organizado, que definisse as normas a seguir nos grandes e pequenos problemas da vida quotidiana.
Considerada a mais importante criação do génio romano, um dos maiores feitos da Pátria mesmo equiparado ao vasto império conquistado (Cícero), o Direito espelha o espírito prático e metódico deste povo.
Inicialmente todo o procedimento jurídico se baseava no costume - Direito Consuetudinário ¬ e era transmitido oralmente de geração em geração, o que dava origem a frequentes deturpações e arbitrariedades. As normas eram vagas e imprecisas. Foi contra esta situação que, em meados do século V a. c., os plebeus, classe mais desfavorecida, se revoltaram.
Perante as exigências plebeias, os nobres romanos encarregaram uma comissão de 10 membros, os decênviros, de dar forma escrita às leis correntes. Redigidas de forma clara e concisa, as leis foram gravadas em 12 tábuas, dando origem ao primeiro código do Direito Romano que, segundo a tradição, começou a vigorar em 452 a. C.
Depois, tornaram-se claras e fáceis de consultar. A Lei das XII Tábuas foi considerada, durante os 10 séculos que se seguiram, «a fonte de todo o Direito público [compreende o Governo do Estado, organização das magistraturas] e Direito privado [rege relações entre particulares]. Foram compiladas durante a república.
Mas rapidamente se mostraram insuficientes. Novas situações exigiram novas leis.
Século após século, os Romanos foram redigindo um gigantesco Código de leis, orientados por princípios claros de justiça, capazes de dar resposta às questões mais complexas.
Conscientes do valor e da grandeza do legado romano em matéria de Direito, os últimos imperadores procuraram preservá-lo, ordenando a sua compilação. A mais completa foi a ordenada pelo imperador Justiniano (482-565).
A comissão encarregada pelo imperador de reunir 10 séculos de leis escritas, harmonizando-as de forma a eliminar repetições e contradições, fez um trabalho exaustivo, que Justiniano considerou perfeito e completo. Conhecido, no seu todo, por Código de Justiniano sobreviveu aos séculos servindo de alicerce ao Direito ocidental.
A imensa obra legislativa dos Romanos actuou como 'um importante factor de pacificação e união dos povos, coesão e durabilidade do Império. Estes não se sentiam sujeitos a um poder discricionário mas protegidos por leis claras, justas e adequadas à vida em comunidade, evitando revoltas sociais e conflitos.
15 de dezembro de 2010
A difusão da rede escolar
Roma encheu de escolas as regiões que conquistou. Embora, na generalidade, a sua criação se devesse à iniciativa particular o Estado desde cedo incentivou o ensino, no qual viu um poderoso meio de unificação, cultural do Império.
Assim:
Pragmáticos por natureza, os Romanos sabiam que a educação cultura fazem tanto ou, mais por um império do que as proezas militares.
Assim:
- Insistiu com as autoridades municipais para que criassem escolas e supor-tassem os seus custos;
- Concedeu aos professores protecção e privilégios de ordem fiscal, isen¬tando-os de impostos.
- Custeou a actividade de alguns gramáticos, e sobretudo, de retóricas, a fim de tornar o seu ensino gratuito.
Pragmáticos por natureza, os Romanos sabiam que a educação cultura fazem tanto ou, mais por um império do que as proezas militares.
Roma: a aldeia que se fez império
Roma nasceu como qualquer outra cidade, de um pequeno povoado que se foi engrandecendo e paulatinamente se transformou no maior império da Antiguidade.
Reconstituição de Roma (povoado)
Reconstituição de Roma (povoado)
Cultura Romana: Origem e Influencias
A necessidade aguçou o sentido prático, realista, virado para o concreto dos romanos.
Contrariamente aos Gregos, para quem todas as coisas úteis deviam ser belas, os Romanos sentiam que todas as coisas belas deviam ser úteis. A aplicação desta máxima era evidente em todos os domínios desde a arte ao Direito, considerado o expoente máximo do pragmatismo romano.
A cultura romana resulta da fusão de elementos culturais diversos, que os Romanos souberam absorver e moldar de acordo com o seu carácter.
De todas as influências recebidas a mais marcante foi a influência helénica. Em termos culturais, como nos relata Horácio “a Grécia vencida venceu o vencedor”. Reconhecendo o seu brilhantismo e originalidade, os Romanos imitaram-lhe a arte, a literatura, a filosofia e até a religião ajustando-a ao seu sentido pragmático. Falar Grego era sinónimo de cultura e a cidade encheu-se de intelectuais helénicos.
Assim, podemos concluir que esta é uma cultura de síntese greco-latina ou eclética, na qual residem os fundamentos da civilização europeia.
Contrariamente aos Gregos, para quem todas as coisas úteis deviam ser belas, os Romanos sentiam que todas as coisas belas deviam ser úteis. A aplicação desta máxima era evidente em todos os domínios desde a arte ao Direito, considerado o expoente máximo do pragmatismo romano.
A cultura romana resulta da fusão de elementos culturais diversos, que os Romanos souberam absorver e moldar de acordo com o seu carácter.
De todas as influências recebidas a mais marcante foi a influência helénica. Em termos culturais, como nos relata Horácio “a Grécia vencida venceu o vencedor”. Reconhecendo o seu brilhantismo e originalidade, os Romanos imitaram-lhe a arte, a literatura, a filosofia e até a religião ajustando-a ao seu sentido pragmático. Falar Grego era sinónimo de cultura e a cidade encheu-se de intelectuais helénicos.
Assim, podemos concluir que esta é uma cultura de síntese greco-latina ou eclética, na qual residem os fundamentos da civilização europeia.
Os Poderes de Octávio
Imperium proconsular com poder para:
– recrutar e comandar o exército;
– julgar e prender os cidadãos;
– convocar os comícios, o senado e o povo;
– publicar éditos;
– consultar os auspícios em Roma e nas províncias conquistadas.
Tribuno, cônsul e princeps senatus adquirindo assim:
– o poder legislativo
– o direito de veto;
– a primazia no senado;
– a função de fazer cumprir as leis.
Título de Augusto (filho dos deuses, sagrado) atribuindo assim::
– um significado religioso à sua pessoa e às suas funções.
Poder tribunício (vitalício) que lhe concedia o direito de:
– continuar a convocar os comícios e o senado;
– vetar as leis e outras decisões destes órgãos (comícios e senado),
em Roma e em todas as províncias do Império.
Pontifex Máximus (cargo recebido pelo povo romano, dada a carreira política de sucesso de Octávio) que lhe permitiu obter:
– a administração e fiscalização dos sacerdotes e do culto;
– a capacidade para interpretar a vontade dos deuses;
– controlar o poder sacerdotal e religioso que tinha grande influência na opinião pública.
– recrutar e comandar o exército;
– julgar e prender os cidadãos;
– convocar os comícios, o senado e o povo;
– publicar éditos;
– consultar os auspícios em Roma e nas províncias conquistadas.
Tribuno, cônsul e princeps senatus adquirindo assim:
– o poder legislativo
– o direito de veto;
– a primazia no senado;
– a função de fazer cumprir as leis.
Título de Augusto (filho dos deuses, sagrado) atribuindo assim::
– um significado religioso à sua pessoa e às suas funções.
Poder tribunício (vitalício) que lhe concedia o direito de:
– continuar a convocar os comícios e o senado;
– vetar as leis e outras decisões destes órgãos (comícios e senado),
em Roma e em todas as províncias do Império.
Pontifex Máximus (cargo recebido pelo povo romano, dada a carreira política de sucesso de Octávio) que lhe permitiu obter:
– a administração e fiscalização dos sacerdotes e do culto;
– a capacidade para interpretar a vontade dos deuses;
– controlar o poder sacerdotal e religioso que tinha grande influência na opinião pública.
Acção de Octávio César Augusto
No plano militar: restabeleceu a ordem e a disciplina; continuou as conquistas e pacificou as províncias (pax romana).
No plano político: empreendeu a reforma do aparelho administrativo central e provincial.
No plano social: apaziguou as lutas sociais (paz social), reorganizando a população com base na igualdade (teórica), perante a lei.
No plano cultural: usou a prosperidade económica para proteger as artes e as letras.
No plano religioso: preocupou-se em restabelecer a religião tradicional, ligando-a ao culto do imperador e de Roma.
No plano político: empreendeu a reforma do aparelho administrativo central e provincial.
No plano social: apaziguou as lutas sociais (paz social), reorganizando a população com base na igualdade (teórica), perante a lei.
No plano cultural: usou a prosperidade económica para proteger as artes e as letras.
No plano religioso: preocupou-se em restabelecer a religião tradicional, ligando-a ao culto do imperador e de Roma.
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