6 de setembro de 2010

Oto ou Marcvs Salvivs Otho (~35 - 69)




   Imperador romano de curto mandato  provavelmente nascido em Roma, descendente da ilustre família de Marco Sálvio Otho. Amigo íntimo de Nero, participou de sua vida desregrada. Era marido de Popéia antes desta se casar com Nero. Nomeado como governador para a Lusitânia, tornou-se partidário de Galba, mas organizou um complô que matou o imperador, quando soube que ele havia indicado Pisano Liciniano seu sucessor. Uma vez imperador, parecia determinado a superar Nero, mas o avanço do exército do Reno contra a Itália, sob o comando de Vitélio, não lhe deu trégua. Marchou para o norte e foi derrotado em Bedriaco, na Planície da Lombardia. Após a irreversível derrota cometeu suicídio com uma coragem e uma dignidade espantosas numa pessoa tão desregrada.

6 de agosto de 2010

Principais cidades Ibéricas na época romana

Servius Sulpicius Galba (3 a.C. - 69 d. C)

 Mais conhecido pelo seu último nome, Galba foi o primeiro imperador da  dinastia dos Flávius e Antoninus(68 a 193 d.C.). Reinou entre os anos de 68-69 d.C. Descendia de uma família muito antiga e ilustre, os Sulpicius, foi protegido por algumas figuras ilustres da época. Ocupou o cargo de cônsul (33) e administrador da Aquitânia, Germânia, ás ordens de Caligula para impor a disciplina depois da revolta de Lentulus Getulicus, África e Hispania Tarraconensis, onde passou oito anos durante o reinado de Nero, acabando por ganhar um enorme prestígio dada a sua competência e integridade. Vindex persuadiu-o a lutar pelo poder, rebelando-se em  68 d.C. contra Nero, apoiado pela guarda pretoriana sob o comando de Nymphidius Sabinus, semdo proclamado imperador nesse mesmo ano. Honesto e eficiente em posições subalternas, nos comandos das províncias, mostrou-se pouco a vontade para se adaptar ao poder supremo, transformando-se em uma figura impopular. Excessivamente severo, auxiliado por figuras desleais e arrogantes como Titus Vinius, Lacanus e Icelus, e com as medidas administrativas antipáticas tomadas, terminou assassinado após nomear como seu sucesso (Lucius Calpurnius Pisanus Licinianuspelos) pretorianos que colocaram Otho em seu lugar.

21 de julho de 2010

Nero, Lúcio Domício Enobarbo [ ou Lucius Domitius Ahenobarbus] ou Nero Cláudio César Augusto Germânico [ou Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus]

Último imperador da primeira dinastia romana (também conhecida por dinastia dos Julios e dos Claudius),  nasceu em Âncio, e era descendente de uma das principais famílias romanas. Filho de Gneu Domício Aenobarbo e de Agripina, a Jovem, filha de Germânico e bisneta de Augusto. Agripina convenceu o marido, o imperador Cláudio, a adotá-lo e escolhê-lo seu sucessor, após eliminar os partidários de Britânico, filho de Cláudio, e induzir seu próprio filho a se casar com Otávia, filha do imperador. Quando Cláudio morreu, provavelmente assassinado (54), foi proclamado sem problemas. Com um governo inicialmente bom, sob orientação de sua mãe, do filósofo Sêneca e do prefeito pretoriano Burrus, aos poucos foi dominado pela loucura de se considerar um artista e desencadeou uma série de assassinatos, incluindo do próprio Britânico em (55), da sua mãe Agripina (59) e de sua esposa (62). Afastou-se de Sêneca e foi acusado de ter provocado o incêndio que destruiu Roma durante seu reinado (64) e, a pretexto do qual, iniciou a primeira e intensa perseguição aos cristãos. Entregou-se à libertinagem e a gabar-se de pretensos dotes artísticos e de cavalaria, instituiu os jogos chamados Juvenália e Neronis, e exibia-se nos teatros e nos circos como histrião. Favoreceu cultos orientais estranhos à tradição romana e recorreu fartamente aos processos por traição para confiscar bens dos ricos e nobres. Sua crueldade e irresponsabilidade provocaram o descontentamento no meio militar e a oposição da aristocracia e o início da disseminação de revoltas (65), com a conspiração de Piso, a qual esmagou e condenou à morte 18 acusados, entre os quais Sêneca e o poeta Lucano. Sérvio Sulpício Galba (68), governador da Espanha, marchou contra Roma, o Senado o depôs e reconheceu Galba como novo imperador. Sem apoio militar definitivamente (68), foi obrigado a deixar a cidade quando, então, suicidou-se.  

8 de julho de 2010

A depilação na antiguidade (parte II)

O primeiro instrumento usado para depilação de que há registo, foi inventado na Grécia  antiga e dava pelo nome de "Estrigil". Era uma varinha, cujo o comprimento variava entre os 16 e 30 cm com uma ponta curva.  
  As mulheres untavam as zonas a depilar com uma pasta feita à base de cinzas, argila e vegetais (o antepassado dos cremes depilatórios), raspando posteriormente a pele com o dito instrumento.

30 de junho de 2010

A depilação na antiguidade (parte I)

 A pilosidade feminina, não é nem nunca foi uma característica muito apreciado pelo sexo masculino. Desde tempos remotos que uma pele suave e delicada é meio caminho andado para se conquistar um homem (é o que dizem).
   Se serve de consolo às leitoras do blog (o que não significa que os leitores não possam tirar proveito do artigo), já em 2000 a.C. as gregas se debatiam com esse problema. Na tentativa de erradicar os malvados pêlos, as mulheres gregas arrancavam-nos com as mãos, ou queimavam-nos com cinzas quentes que colocavam sobre a pele (deviam ser masoquistas).
  A dor era de tal forma intensa que as sacerdotisas do templo de Creta, ingeriam um bebida forte para entorpecer o corpo, diminuindo assim o seu sofrimento.

English

  The female body hair is not and never has been a feature much appreciated by the male. Since ancient times that a soft and delicate skin is half the battle to win a man (so they say).

  If it's any consolation to readers of the blog (which does not mean that readers can not take advantage of the article), as early as 2000 BC the Greek were struggling with this problem. In an attempt to eradicate the evil hair, Greek women drew them by hand, or burned them with hot ashes placed on the skin (they must be masochists).
  The pain was so intense that the priestesses of the temple of Crete ate a strong drink to dull the body, thus lessening their suffering

29 de junho de 2010

Calígula (12 - 41)

   Imperador romano, cujo verdadeiro nome era Caius Caesar, nasceu em Antium, no Lácio. Era filho de Germânico e de Agripina.
    Ficou conhecido por Calígula, diminutivo de um tipo de sandália usada pelos soldados.
   Após a morte do imperador Tibério em37 d. C , seu tio-avô, foi aclamado novo imperador romano pelo povo e pelo Senado.
  Obcecado pelo poder e pela religião do Egito, considerou-se uma divindade, mandou colocar sua estátua em vários templos, entre eles o de Jerusalém, difundiu o culto egípcio da deusa Ísis e manteve relacionamento incestuoso com sua irmã Drusila, no estilo da dinastia dos Ptolomeus. Com os gastos públicos descontrolados perseguiu, ordenou a execução dos romanos mais ricos e e matou muitas personalidades importantes, para confiscar-lhes os bens. Vítima de diversas conspirações, como a do senador Marco Emílio Lépido, acabou assassinado em um complô armado por Cássio Quéreas, tribuno da guarda pretoriana. Em termos de obras públicas a sua mais importante foi o início da construção do aqueduto Cláudia, iniciado em 38 e terminado no governo de Cláudio , seu sucessor.

12 de abril de 2010

Algumas expressões latinas e seu significado

  Aqui estão reunidas expressões, citações extraídas de textos de autores de várias épocas, citações da Vulgata Latina, provérbios, máximas jurídicas, etc., acompanhados de tentativas de tradução em português.

A calce ad carcerem. [Manuel de Pina Cabral, Magnum Lexicum 88] -  Do fim para o princípio.

A capite bona valetudo. [Sêneca, De Clementia 2.2.1]  - A boa saúde vem da cabeça.

Deo est enim omnis medela. [Vulgata, Eclesiástico 38.2] -  De Deus vem todo remédio.

A Deo et rege. [Divisa] -  Por Deus e pelo rei.

Deo principium - O começo vem de Deus

A Deo rex, a rege lex. [Atribuído a James I, da Inglaterra] - O rei vem de Deus, a lei vem do rei.

A dextra sinistram versus - Da direita para a esquerda

A festo Omnium Sanctorum usque ad Natale Domini - Desde o dia de Todos os Santos até o Natal

A mane cognoscitur bonus dies - O bom dia se conhece pela manhã

A morte aeterna libera nos, Domine! [Da liturgia católica] - Da morte eterna, livrai-nos, Senhor!


A morte nullum est effugium. [Manúcio, Adagia 1209]-  Da morte não há escapatória
 
 
Por hoje é tudo.

5 de abril de 2010

A mulher romana


Como é que se veste a toga?


Eu sei que não é muito esclarecedor, mas foi o que se arranjou. 

Imperador do mês: Tibério Cláudio Nero ou Tibério Julio César Augusto (42 a. C. - 37)


   Foi o segundo imperador romano da primeira dinastia  e nasceu em Roma noa ano 42 a.C.
   Reforçou o caráter oligárquico do poder, dando ao Senado a prerrogativa de eleger os magistrados. Ao longo da sua vida foi vitíma de várias conspirações palacianas que resultaram em processos de lesa-majestade, execuções e suicídios. Contribuiu para o engrandecimento do do poder romano, conseguindo desta forma que o império sobrevivesse ás exêntricidades dos seus líderes.
  Era filho do magistrado Tibério Cláudio Nero e de Lívia Drusila, passando a fazer parte da família imperial mediante o segundo casamento de sua mãe com Augusto. Educado para a carreira militar, fez brilhantes campanhas na Panônia e na Dalmácia, que lhe garantiram o apoio popular. Casou-se com a filha de Marcos Agripa, Vipsânia Agripina, da qual se divorciou por ordem do imperador após a morte do sogro (12 a. C.), para casar com Júlia, filha de Augusto e viúva em terceiras núpcias de Agripa. Nomeado tribuno (6 a. C.), mas ante a vida libertina de sua mulher, auto-exilou-se na ilha de Rodes, deixando Júlia em Roma. Com o desterro de Júlia para a ilha de Pandatária, regressou a Roma, obteve novas vitórias na Germânia e foi adotado por Augusto (4 d. C.) e, com a morte do imperador (14 d. C.), precedida das mortes de outros herdeiros do trono, foi eleito sucessor pelo Senado com o nome de Tibério Júlio César Augusto, e proclamado três anos depois.
   No início de seu governo, regularizou a economia pela redução dos gastos públicos, assegurou as fronteiras por meio de uma política conservadora que prescindiu das invasões, consolidou as instituições, reduziu o poder do Senado, reforçou também a Marinha, exilou a comunidade judaica e determinou o fim dos duelos de gladiadores. Após a tentativa de golpe de estado organizada pelo seu principal conselheiro, Lúcio Sejano, que por isso foi condenado à morte (31), submeteu Roma a um regime de terror. Adotou Calígula como filho e sucessor.

11 de março de 2010

Caio Júlio César Otaviano (ou Otávio Augusto)

    Primeiro imperador romano, filho de Caio Otávio e Átia e sobrinho-neto de Júlio César, que o adotou e o fez seu herdeiro. Foi o idealizador da pax romana e do império, um extraordinário político e administrador. Sem revogar as leis e instituições republicanas, concentrou todo o poder em suas mãos, inaugurando uma época de esplendor e prosperidade no mundo antigo. Quando soube do assassinato de  César, quando estudava na Ilíria, organizou então um exército e assumiu o controle de Roma, ao lado de dois poderosos amigos de César, Marco Antônio e Lépido.
 
  Os três se aliaram contra os assassinos de César e, em seguida, passam a lutar entre si. Depois de várias manobras políticas e militares tornou-se senhor único do Império Romano (30 a. C.). O nome Augusto foi-lhe então outorgado pelo Senado (27 a. C.) e depois lhe conferiu o título de Pai da Pátria (2 a. C.), confiando-lhe o poder absoluto por 44 anos, embora jamais tenha governado de forma despótica. Habilmente propiciava ao Senado o máximo esplendor, embora seu governo tenha a marca perfeita do absolutismo. Declarou guerra à união de Antônio e Cleópatra e após a vitória definitiva (30 a. C.), na batalha naval de Áccio, transformou o Egito em província romana. Pacificou as Gálias, reformou os costumes, ampliou os territórios do império até o Elba e o Danúbio e proclamou a paz universal (Pax Augusta). Governante moderado e enérgico deu a Roma um traçado urbanístico dividindo a cidade em bairros e ruas. Demarcou a Itália em regiões e o resto do império em distritos e províncias, exceto o Egito que, para ele, era de domínio pessoal. Fez uma ampla reforma monetária, criou impostos públicos e um serviço postal estatal. Fortaleceu o exército e a esquadra garantindo solidez as fronteiras, conseguindo afinal um longo período de paz. Entregou as obras de infra-estrutura pública como estradas, aquedutos, galerias, etc., ao leal e competente ministro Agripa, que seria seu sucessor caso não tivesse também falecido logo após sua morte. Favoreceu as artes e as letras e, após sua morte, foi divinizado. Deixou uma autobiografia gravada em duas colunas de bronze, no Campo de Marte, em Roma, Res gestae divi Augusti (Manumentum Ancyranum) conservadas até hoje. Foi sucedido por Tibério, um seu filho adotivo e general nomeado, confirmando assim, o estabelecimento de um regime monárquico.

18 de fevereiro de 2010

Nova Rubrica

  Pedimos desculpa a todos os nossos leitores pelo nosso descuido em relação ao blog, mas o tempo tem sido muito pouco. Sabem como é vida de estudante no fim do ciclo.... é uma roda viva!
  Aproveitamos então para anunciar a abertura de uma nova rubrica chamada "Grandes Imperadores".
 Aqui poderão encontrar a biografia dos mais famosos e não tão famosos imperadores romanos.
Esperemos que gostem!!!