7 de agosto de 2012

Perseguições de Nero


“Nenhum meio humano, nem os gestos de generosidade do imperador [Nero], nem os ritos destinados a aplacar [a ira] dos deuses, faziam cessar o boato infame de que o incêndio havia sido planejado nas altas esferas. Assim, para tentar abafar esse boato, Nero acusou, culpou e entregou às torturas mais deprimentes um grupo de pessoas que eram detestadas por seu comportamento e que o povo chamava “cristãos”. […]Primeiramente começou-se a prender aqueles que se reconheciam como cristãos; depois, a partir da confissão destes, muitos outros foram considerados culpados, mais pelo ódio do género humano do que pelo próprio incêndio. À execução deles foi acrescentada a zombaria, cobrindo-os com peles de animais - a fim de que morressem mordidos por cães - ou pendurando-os em cruzes - a fim de que servissem como tochas vivas para iluminar a noite. Nero oferecera seus jardins para este espetáculo e organizava jogos no circo, misturando-se ele mesmo ao populacho com roupas de auriga, ou ficando de pé sobre um carro. Desta forma, ainda que estes homens fossem culpados e merecessem ser castigados com rigor, acabavam por despertar a compaixão, estimando-se que não eram sacrificados pelo interesse da nação, mas pela crueldade de um só homem.”

- Excerto do Livro de Tácito, historiador romano  “Anais”, livro XV, 44

A INTEGRAÇÃO DOS POVOS DOMINADOS




  • Exército


Garantiam a paz nos territórios conquistados ao mesmo tempo que transmitiam o seu modo de vida.


  • Estradas


Ligavam Roma às restantes regiões do Império, facilitando a circulação de bens, pessoas e ideias.


  • Latim e costumes romanos


Tornaram-se um factor de unidade do Império, que era habitado por povos muito diferentes.


  • Direito


Conjunto de leis romanas aplicadas em todo o Império, submetendo-se, assim, todos os povos às mesmas leis.


  • Direito de cidadania


Todos os homens livres nascidos dentro das fronteiras do Império passaram a ser cidadãos romanos.

15 de abril de 2012

Batalha da Ponte Mílvia


A Batalha da Ponte Mílvia teve lugar a 28 de Outubro de 312 d.C., entre os imperadores romanos Constantino I, o Grande, e o seu cunhado Maxêncio.

  Reza a lenda que, ao anoitecer quando os exércitos se preparavam para a batalha, Constantino teve uma visão ao observar o sol poente. Afirma que viu letras gregas XP entrelaçadas com uma cruz, juntamente com a inscrição "In Hoc Signo Vinces" (em português "Sob este signo vencerás"), por isso colocou esse símbolo nos escudos dos seus soldados.
 O que se segue é que no dia seguinte, os dois exércitos confrontaram-se e Constantino saiu vitorioso.

Cristograma de Constantino 


19 de fevereiro de 2012

Caros Leitores

   Lamentamos profundamente a falta de atualizações no blog, mas o facto é que este ano não se tem revelado fácil.
  Além de todos os q'fazeres inerentes à profissão de estudante (e já não são eles assim tão poucos), nós e a nossa andamos a desenvolver um projeto denominado "Agita o Douro!" no ambito do concurso "Norte School" que tem "sugado" grande parte do nosso tempo livre. A nossa participação no dito projeto implica ainda a dinamização de um blog. Se o quiserem visitar aqui fica o link: www.agitaodouro.blogspot.com. ou a página do facebook https://www.facebook.com/pages/Agita-o-Douro/174648085984870?sk=wall

Mais uma vez ficam aqui as nossas sinceras desculpas.  Esperamos em breve brindar-vos novamente com mais  e melhores postagens. Obrigado pela vossa compreensão e apoio. Vocês são a única razão da nossa existência, a nossa musa inspiradora! 

26 de dezembro de 2011

A Padronização do Urbanismo



  A célula base do Império era a cidade, portanto à medida que o império crescia fundavam-se ou reestruturavam-se as cidades de acordo com as necessidades administrativas e dos padrões urbanísticos romanos.
 A organização das cidades seguia um cuidadoso planeamento rectilíneo e racional, articulando-se a partir de 2 ruas principais, o cardo (direcção norte-sul) e o decumanos (este-oeste) que normalmente convergiam na praça pública o Fórum – centro administrativo e religioso da cidade – o verdadeiro coração da cidade. Aqui encontravam-se os principais edifícios da cidade, a cúria – onde se reunia o Senado - e a basílica – auditório reservado para reuniões políticas e comerciais e também de tribunal.
 Era também no fórum ou nas suas imediações que se erguiam os templos mais significativos. A este eram acrescentados novas praças - os fóruns imperiais - reflectindo a vontade de dotar Roma de um conjunto monumental que espelhasse a glória da cidade e dos seus imperadores. Aliás, a monumentalidade é uma das características mais salientes das cidades romanas, patente tanto em edifícios utilitários (aquedutos, circos, anfiteatros), como em obras meramente decorativas ou comemora-tivas (estátuas, arcos de triunfo, colunas).

  O sentido utilitário do urbanismo romano revelou-se ainda na arquitectura dos espaços urbanos distinguindo-se vários elementos consoante a função:
à Lazer: termas (estabelecimentos públicos onde se podia tomar banhos de água quente, fria e tépida, receber massagens, fazer depilação, praticar desporto, ler e conviver socialmente); anfiteatros (locais de duelo entre gladiadores e entre homens e feras); circos (estádios usados para corridas e carros puxados a cavalos); teatros (locais para a representação de tragédia, comédia e farsas, também utilizados para reuniões políticas dos cidadãos.

à Comemoração: Arcos do Triunfo, colunas etc.

à Serviço à cidade: cúria, basílica, templos (religião politeísta exigia que estivessem espalhados por todo o Império afim de também neles se prestar culto ao imperador. Seguiam o modelo arquitectónico romano), aquedutos (construções para transportar e abastecer a cidade a partir dos reservatórios naturais), bibliotecas, mercados públicos, domus, insulae, pontes, estradas e rede de esgotos.    

 As domus, casa particular, onde moravam os cidadãos mais ricos e que, em Roma, se espalhava pelas colinas; e a insula, prédio de aluguer. Possuidora de um jardim interior e de outras comodidades e luxos, a domus em tudo contrastava com a alta e frágil insula, em tijolo e madeira, que facilmente se degradava e ruía com frequência, quando não era vítima de incêndios.
Os passeios eram largos, as vias ligeiramente inclinadas para facilitar o escorrimento das águas em caso de cheias e havia passadeiras para que em caso de inundações os peões não molhassem os pés, que permitiam também a passagem das carroças.

Roma foi sempre um caso à parte em termos de planificação urbanística, quer pelo seu gigantismo, quer pela forma, um pouco anárquica, como foi crescendo.
 Dispersas por três continentes, com particularidades próprias segundo a sua região e a sua antiguidade, as cidades romanas partilharam, no entanto, um padrão urbanístico comum. Todas são reconhecíveis pelo seu fórum, pelas suas calçadas de pedra, pelo mesmo tipo de casas, as mesmas termas. Todas mostram o mesmo desejo de monumentalidade, erguendo templos sumptuosos ou aque­dutos colossais. Enfim, todas, apesar das suas diferenças, seguem o mesmo modelo: Roma, berço do Império, a cídade por excelência.

7 de outubro de 2011

Resposta a um leitor

No passado dia 6 de Outubro, um leitor do nosso blog que se identificou por "Anónimo" pediu-nos para publicar um artigo, segundo tanto percebemos, sobre a vitória do Cristianismo sobre o império, isto é, a sua liberalização e instituição como religião oficial.

Estamos neste preciso momento, estamos a trabalhar no assunto e publicaremos dentro poucas horas.

Agradeço a todos a vossa visita, e ao leitor em questão esperamos que da próxima encontre o que procura no nosso blog.



   

4 de outubro de 2011

Resposta a pedido: Mapas da cidade de Roma

Não se era se era isto que tinha mente, mas foi o que encontramos mais adequado ao pedido. Obrigado por ter visitado o nosso blog. Volte sempre.

Ficheiro:Rome004.JPG


Planta da Roma nos tempos da República.

13 de setembro de 2011

Adeus Férias...Olá Aulas!

  Infelizmente, para nós encerram aqui as nossas férias de Verão. Amanhã começa um novo ano lectivo: 11º ano cá vamos nós!!! Regresso às aulas é sinónimo de menos tempo dedicado ao blog, esperamos que compreendam.  

Aqui fica a promessa de actualizações no mínimo mensais (isto na pior das hipóteses).

Bom regresso às aulas! 


Gratias vobis ago (que é como quem diz "obrigado" em latim) a todos pela vossa companhia e força !!!

10 de setembro de 2011

Desenhos do Império

Para os pequenos fãs colorirem...

Marcos do Império

Antes de Cristo 


753 a.C. - Reza a lenda que a cidade foi fundada pelos gémeos Rómulo e Remo, fruta da relação da mortal de Reia Sílvia com o deus Marte. Segundo esta, foi com um arado que ele desenhou os limites de Roma. Nos seus primórdios, a cidade foi governada por um regime monárquico.

509 a.C. - A cidade encontrava-se dividia entre os patrícios e plebeus. Uma revolta patrícia depôs o rei Tarquínio, o Soberbo (o último rei de origem etrusca) terminando dessa forma a monarquia. Inícia-se a República Romana.
471 a.C. -  Criação do cargo de Tribuno da Plebe.

450 a.C. -  Promulgação da Lei das XII Tábuas.

367 a.C. -  Lex Licinia Sextia - Os plebeus conseguem acesso ao cargo de cônsul.

326 a.C. - Surgiram as primeiras grandes obras: o Circo Máximo; o primeiro aqueduto e a Via Ápia, a grande estrada que permitia a movimentação de tropas.


275 a.C. - Começou o período de conquistas. Roma domina as cidades gregas a sul da Península Itálica, dominando-a por inteiro.

218 a.C. - Cartago invadiu a península Itálica. Neste âmbito, comandante Aníbal venceu três grandes batalhas.

149 a.C. – Roma ocupa a Península Ibérica e derrota Aníbal, arrasando Cartago. No mesmo ano, as tropas romanas conquistaram a Grécia.

133 a.C. - Roma assume o controle total do mar Mediterrâneo.

104 a.C. - Consulado de Caio Mário.

81 a.C. - Ditadura de Sila.

73 a.C. -  O gladiador Espártaco liderou uma rebelião de escravos, que construíram uma vila aos pés do monte Vesúvio. Este venceu o exército romano sete vezes, antes de ser derrotado.

63 a.C. - Roma controla Jerusalém e  anexa a Palestina ao Império. Esta passa a ser conhecida como a província da Judeia.

59 a.C. - Júlio César e Pompeu se uniram-se ao rico comerciante Marco Licínio Crasso formando o Primeiro Triunvirato.

49 a.C. – Á morte de Crasso os dois generais supracitados declaram guerra um ao outro. César vence e  declara-se ditador.

47 a.C. - César invadiu o Egipto e proclama Cleópatra rainha.

45 a.C. - O ditador contratou o astrónomo egípcio Sosígenes para criar um novo calendário de 12 meses (conhecido por isso por calendário Juliano).

44 a.C. - César foi assassinado na sequencia de uma conspiração  liderada pelo seu sobrinho e pelo filho adotivo Bruto. Ao descobrir a conspiração, ele teria dito ao traidor a famosa frase: "Até tu, Bruto, meu filho?"

43 a.C.-  Segundo Triunvirato

31 a.C. -  Eleito seu sucessor, Otaviano lutou contra os generais romanos para assumir o poder.

30 a.C. -  Depois de ser derrotada Cleópatra suicidou-se e o Egipto foi anexado ao Império Romano.

27 a.C.: - Otaviano recebeu o título de Augusto.  Nos 41 anos seguintes do  seu reinado, Otaviano pôs fim a séculos de conflitos, iniciando um período de 200 anos de paz e prosperidade, a chamada Pax Romana.

0 -  Nascimento de Jesus em Belém, na Judeia. 


Depois de Cristo 

33 -  Morte de Jesus Cristo.

37 -  Morre o imperador Tibério, e sobe no mesmo ano ao poder Calígula. Este nomeou o seu cavalo Incitatus senador do império e mandou esculpir sua própria cabeça em todas as estátuas de deuses de Roma. Foi assassinado quatro anos depois.


64 - Incêndio de Roma. Uma das versões sobre as causas do incêndio aponta o próprio imperador Nero como culpado, que por sua vez culpou os cristãos

70 -  O imperador Tito destruiu Jerusalém. O Segundo Templo foi destruído.


24/8/79 -  O vulcão Vesúvio entrou em erupção e soterrando as cidades de Pompeia e Herculano durante o reinado de Tito.

117 -  Sob o governo de Trajano, Roma conquistou a Britânia e alcançou sua maior extensão territorial, englobando o sul da Europa, o Mediterrâneo, o Egipto, o Norte da África, a Gália, parte da Germânia, Mesopotâmia e atuais Bulgária, Roménia, Grécia e Turquia.

126 -  Sob o governo de Adriano foi concluída a muralha, entre a Britânia e o território dos pictos, um pouco ao sul da atual fronteira entre Inglaterra e Escócia.

193-285 - Crise do século terceiro.

212 -  O imperador Caracala  através da Constitutio Antoniniana (também conhecida como Édito de Caracalla, ou Édito de 212) concedeu a cidadania romana a todos os habitantes livres do império.

303  -  O número de cristãos já se situava nos 15 milhões.   Diocleciano (último imperador pagão) promoveu uma nova grande perseguição.

313 - Através do Édito de Milão, o imperador Constantino I acabou com a perseguição aos cristãos e declarou que o império não tem mais uma religião oficial.

330 -  O imperador Constantino I reconstruiu a cidade grega de Bizâncio (atual Istambul),  que a considerava a "Nova Roma". A cidade passou a ser conhecida como Constantinopla.

337 -  Após a morte de Constantino, os seus três filhos governaram o império a partir de Constantinopla, Augusta Treverorum (atual Trier) e Mediolanum (atual Milão)

395 -  Morre do imperador Teodósio I, último a governar o império unificado. Os seus filhos Flávio Augusto Honório e Arcádio, governaram respectivamente o Império Romano do Ocidentee o Império Romano do Oriente.

410 - Saque de Roma pelos visigodos.


452 -  Liderado por Átila, os hunos invadiram a península Itálica, mas não chegaram a Roma.

455 - Os vândalos, germanos que migraram para o sul, instalaram-se no norte da África (actuais Líbia, Marrocos e Tunísia) e saquearam Roma. 

476 - Odoacro, líder dos bárbaros germânicos Hérulos derrubaram Rómulo Augusto, o último imperador romano, então com 15 anos de idade. Os historiadores em geral consideram este evento como o fim do Império Romano do Ocidente e o início da Idade Média. O Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla, ainda se estenderia até1453.


846 -  No auge da decadência, a cidade de Roma ficou com apenas 30 mil habitantes. Hoje tem 2,5 milhões de pessoas. 

1453 -  Os turcos otomanos invadiram Constantinopla e derrubaram o Império Romano do Oriente ou Império Bizantino. Inicia-se o período renascentista.